Para deputado tem que haver reação enérgica e urgente para impedir saída de fábrica da ZFM

 

O deputado estadual Luiz Castro (Rede) defendeu uma ação enérgica e urgente do Governo do Estado, da Prefeitura de Manaus, dos parlamentares do Amazonas, bem como a retomada da articulação política com os demais Estados da Amazônia, no sentido de unirem esforços para fortalecer a Suframa, garantindo a competitividade do Polo Industrial de Manaus (PIM) e da indústria da região Norte.

O parlamentar destacou que a transferência da fábrica da Coca-Cola de Manaus para a Colômbia, poderá resultar em significativo prejuízo para a economia do Amazonas com a perda de milhares de empregos na capital.

O parlamentar lembrou que houve muito discurso dos parlamentares da bancada amazonense no Congresso, mas que não foram capazes de reverter a medida do governo Temer, que retirou incentivos da Zona Franca de Manaus, prejudicando a indústria local.

“E o que nós vemos é o enfraquecimento da indústria, o loteamento de cargos na Suframa, por meio de indicações políticas de amigos, enquanto que os funcionários, técnicos capacitados, são colocados de lado, fragilizando cada vez mais as ações da autarquia”, criticou Luiz Castro.

Na avaliação do deputado, a representação política do Amazonas em Brasília, é pífia, o que comprova a inércia da Comissão da Amazônia.

Para Luiz Castro, não dá para assistir passivamente essa situação, que remete à bancarrota causada pelo contrabando da seringa, que derrubou a produção de látex do Amazonas, mergulhando a região em profunda crise econômica.

Para tanto, o deputado defendeu a implementação de alternativas de desenvolvimento, com investimentos no Setor Primário, e em pesquisa e tecnologia, para que o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), cumpra a sua função de alavancar a bioindústria, gerando emprego e renda no Estado.

“No entanto, os sucessivos gestores que passam pelo Governo do Amazonas não se preocupam em planejar a economia e o desenvolvimento social do Estado, condenando a população amazonense à pobreza, na capital e no interior”, concluiu.