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Para desmascarar “fake”, Radar consegue cópia de investigação da PF sobre blogs pagos por Mouhamad

Na manhã dessa, quinta-feira (21), circulou pelas redes sociais uma nota ‘fake’ reproduzida por aqueles que a gente chama aqui na redação do Radar de “repórteres de WhatsApp”,  dizendo que vários blogs, sites e portais de notícias de Manaus estariam envolvidos em um esquema supostamente citado pelo ex-secretário Evandro Melo, em delação, na operação Maus Caminhos. Tinha decidido nem dar importância pra essa estória, afinal só sendo abestalhado ou estar servindo de pau mandado pra alguém, pra acreditar que um político iria pagar pra ser denunciado ano após anos pelo Radar – quiser testar é só colocar o nome de políticos citados na Maus Caminhos na área de pesquisa do site, né meu povo!

Mas sabe aquele “bicho carpinteiro” – expressão usada pelo grande repórter e saudoso amigo Chico Pacífico  – que fica roendo dentro do peito de quem é repórter de verdade, na expressão da palavra? Pois é, esse bichinho, ficou atazanando os repórteres aqui do Radar que correram atrás de informações sobre o envolvimento de blogs e sites na Maus Caminhos e investigação sobre tal fato, cumprindo com o dever ético de quem honra essa profissão e respeita a dignidade do semelhante.

Segundo as informações falsas, replicadas por quem faz jornalismo com textos de WhatsApp e postagem de Facebook, esses blogs e portais, citados recebiam entre R$ 30 mil e R$ 40 mil de propina paga por Mouhamad Moustafa, empresário preso em 2016 na Maus Caminhos, para não publicarem matérias comprometendo o esquema de desvio da saúde, e publicarem textos exaltando o governo de Melo. O Radar foi um dos citados na nota fake.

E o Radar descobriu que realmente existe uma investigação que está dentro do inquérito policial nº 139/2017 SR/PF/AM, no tópico intitulado “Pagamento mensal a veículos de comunicação (blogs)”, onde três desses veículos de comunicação são citados. Dou-me o direito de não citar nomes, o que só faria com a devida aquiescência da PF e MPF como ocorreu com os acusados publicamente de envolvimento na Maus Caminhos e também porque não sou adepta do patrulhamento ético e moral, vende-se quem quer e compra quem bem entender.

As investigações indicam que os valores pagos não eram os mesmos citados na postagem mentirosa, na verdade dois blogs recebiam R$5 mil e o site de notícias R$ 8 mil. Fazem partes das investigações escutas telefônicas que mostrou conversas entre Mouhamad e Jennifer Nayara, ex-presidente do Instituto Novos Caminhos (INC), sobre esses pagamentos, assim como com sua sócia na empresa Salvare, Priscila Marcolino.