Para manter o poder a qualquer custo, “padre” prefeito em exercício de Coari elege seu irmão presidente da Câmara

bat - igson

Na surdina – mas não adiantou nada porque nosso Radar captou tudo -, na noite desta quarta-feira (19), o vice de Adail Pinheiro, Igson Monteiro, prefeito em exercício de Coari desde o dia 08 de fevereiro desse ano quando Adail foi preso, conseguiu concretizar seu plano previamente arquitetado de eleger seu irmão, o vereador Iliseu Monteiro da Silva, mais conhecido por “Bat”, presidente da Câmara Municipal de Coari – lembram que o Radar já tinha previsto em matéria anterior que isso iria acontecer?

nao seiSem nenhum voto contra, ou seja por unanimidade – a Câmara de Coari possui 15 vereadores -, o irmão do prefeito foi eleito presidente do Legislativo municipal. O “padre” como é costumeiramente chamado em Coari porque se apresentava como tal durante a campanha eleitoral de 2012 – mas não passava de mais um irmão da Missão Redentorista – arquitetou esse plano por causa de vários motivos, segundo fontes do Radar em Coari. Mas, todos os motivos levam a um único objetivo: se manter na cadeira de prefeito de Coari e, logicamente, com a chave do cofre da cidade mais rica do interior do Amazonas, município com a segunda maior arrecadação do Estado.

E como o Radar não tem segredos para seus eleitores vamos contar quais são esses motivos para que o “padre” decidisse colocar seu irmão na presidência da Casa Legislativa do município. O principal deles, logicamente é manter seu poder de mando sobre Poder Legislativo, e ter o aval da Câmara para todos os seus atos como gestor das contas de Coari, atos estes que o Radar vai começar a contar para seus leitores, com riquezas de detalhes – inclusive os detalhes sórdidos que infelizmente mais uma vez estão ocorrendo na administração pública de Coari.

Com o poder de mando sobre o Legislativo, Igson Monteiro quer se precaver sobre uma possível volta de Adail Pinheiro à chefia do Executivo municipal. No caso disso acontecer, o “padre” faria com que a Câmara cassasse o mandato de Adail por “comportamento impróprio a agente público”, considerando que ele foi condenado pela Justiça por crime de abuso e exploração sexual de menores.

Para conseguir o que quer, o “padre” não vê “pecado” nem mesmo em se unir com antigos “inimigos” políticos, como o seu adversário e de Adail Pinheiro nas eleições de 2012, o então prefeito (hoje ex-prefeito) Arnaldo Mitouso. Para que seu irmão virasse presidente da Câmara, Igson Monteiro fez a seguinte troca com Arnaldo Mitouso: ele (Igson) convencia os vereadores que são seus aliados a votarem pela aprovação das contas de Mitouso do período em que foi prefeito e, Mitouso articulava para que os vereadores que foram eleitos por sua coligação e que, de vez em quando, ainda posavam de oposição ao prefeito, votassem no irmão do “padre”, o Bat,  para presidente da Câmara. E foi exatamente o que aconteceu: as contas de Mitouso foram aprovadas por unanimidade e o irmão do prefeito foi eleito presidente do Legislativo, do mesmo jeito.

E, fazendo uma avaliação política do que está acontecendo em Coari, pelo visto Adail Pinheiro foi “jogado n’água” pelo seu vice, assim como o prefeito, com a união com Mitouso, tem a visível intenção de isolar politicamente o segundo colocado nas eleições de 2012 e que sempre foi visto como o mais cotado para vencer as eleições de 2016, o empresário Raimundo Magalhães. Como andam dizendo em Coari, é bom rezar porque esse “padre é infernal. (Any Margareth)