Parafraseando petistas, Arthur Bisneto chama de “golpe” medida que traz prejuízos à ZFM

Foto: Câmara dos Deputados

O deputado federal Arthur Bisneto (PSDB-AM) criticou os recentes ataques sofridos pela Zona Franca de Manaus (ZFM) e classificou como “golpe” as alterações que atingem diretamente o Polo de Concentrados. “É extremamente temeroso para a economia do meu Estado. São 14 mil famílias que podem perder seus empregos”, alertou o parlamentar na tribuna da Câmara dos Deputados, nessa quarta-feira (13).

Segundo Bisneto, as modificações ferem a segurança jurídica, atrapalhando o planejamento e desestimulando a permanência das grandes empresas na região. Ele afirma que o Polo Industrial de Manaus (PIM) enfrenta os desafios e impactos de uma crise econômica nacional que ameaça toda a sustentabilidade do modelo.

Para o Tucano, o PIM é tratado por alguns como uma zona de exceção, que vive de brincadeiras, com isenção de impostos, o que não é verdade. “Mal sabe o líder Leonardo Picciani que todo o dinheiro arrecadado pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) vai para o contingenciamento, que ajuda no superávit primário. Mal sabe o Líder Picciani, que pelo visto não conhece o Polo Industrial de Manaus, que nós não temos, além dos nossos direitos, isenção de impostos que prejudique ou macule a produção do Polo Industrial de Manaus”, declarou.

O parlamentar acrescentou que o setor de concentrados emprega cerca de 25 mil pessoas diretamente e indiretamente. Ao final do seu discurso, Arthur Bisneto pediu apoio dos demais parlamentares e ao presidente Temer para que reveja a situação da ZFM.

Entenda o caso

No último dia 31 de maio, foi publicado no Diário Oficial da União, o decreto 9.394, que reduz de 20% para 4% a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os concentrados de bebidas não alcoólicas. A medida atinge em cheio o setor que atua no Polo Industrial de Manaus e gera, inclusive, empregos diretos no interior do Estado. Trata-se, na verdade, de uma forma de compensação da dívida contraída pela União com o subsídio oferecido para a queda nos preços do óleo diesel, a maior reivindicação que provocou a paralisação dos caminhoneiros.

Fonte: Departamento de comunicação do deputado federal