Parentes de pacientes denunciam exposição à contaminação no Hospital João Lúcio (veja vídeo)

Foto: Divulgação

Em resposta às denúncias, a reportagem do Radar Amazônico esteve, nessa sexta-feira (17), acompanhando a situação de pacientes que estão internados no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio e que, segundo parentes, estariam sendo expostos a infecções  nas dependências do hospital.

Sem conseguir informações sobre o quadro de saúde da mãe, que está internada no Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e ter várias crises de convulsão, Luiz Tavares, psicólogo, denunciou o descaso da unidade de saúde.

“A unidade de saúde diz que segue todos os protocolos da Comissão De Infecção Hospitalar CDIH), mas, a única coisa que eu peço é pra falar com o médico e ninguém fala comigo. Na unidade hospitalar, tem paciente que está com a faixa de isolamento – lista pintada no chão que significaria, segundo o denunciante que o doente está com infecção generalizada – onde deve haver um protocolo, e não está tendo o cuidado, ou seja, ela representa risco para os outros pacientes” disse Luiz.

De acordo com Luiz, na ala do hospital, há uma paciente que está com um quadro de infecção generalizada no mesmo ambiente em que há outros pacientes em tratamento e com vários problemas de saúde o que acaba colocando em risco quem está no mesmo o ambiente. Ele diz que o paciente que está com quadro de infecção deveria estar em área isolada.

Luiz conta que não tem sequer roupa de cama no hospital. São os próprios pacientes que trazem a roupa de cama de casa e não é isso que preconizam os protocolos de segurança hospitalar, já que não se sabe como essa roupa de cama está sendo desinfetada.

O Radar esteve acompanhando Luiz, que foi novamente à recepção do hospital para receber notícias sobre o quadro de saúde da mãe, mas, até o encerramento da transmissão, nem a assistente social ou direção do hospital se manifestou. Durante a transmissão, acompanhantes informaram que os corredores do hospital estão lotados com pacientes sendo atendidos em cadeiras e até mesmo no chão.

Uma mãe desesperada, relatou que o filho de 28 anos, que está internado no hospital e estava na UTI, pegou pneumonia e contraiu uma bactéria devido à precariedade do hospital e pela falta de higienização.

“Meu filho pegou uma bactéria e pneumonia aqui no hospital, nós estamos pedindo socorro, é gente jogada pra todo lado ai dentro”, disse a mãe.

Sem respostas

O Radar, entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) para saber quais os critérios usados com pacientes que tem bactéria resistente, e por quais motivos o hospital não está disponibilizando roupa de cama e também questionamos para quem o boletim clínico é repassado e por quais motivos não está sendo comunicado, mas, até a publicação desta matéria não houve retorno.