Passados quase três “Outubros Rosas”, o mamógrafo de Tapauá continua no mesmo lugar, se acabando dentro de uma caixa sem ter sido instalado

prefeito e mamógrafo.3Desde 2013 que o Radar denuncia que os mamógrafos comprados pelo Governo Federal num custo que atingiu R$ 4,5 bilhões e que foram entregues a 823 municípios do País, muitos deles no Amazonas, continuam dentro de caixas, num canto de hospital, sofrendo o desgaste da falta de uso, fruto do descaso de determinados prefeitos do interior com a saúde das mulheres do Amazonas.

Em Tapauá, pasme meu povo, o mamógrafo continua no mesmo lugar que estava em 2013, ainda encaixotado, virando sucata num canto do hospital, já que o prefeito Almino Gonçalves alega não ter uma mixaria pra instalar um equipamento que custa mais de R$ 100 mil. Da mesma forma se comporta a secretaria de Estado da Saúde do Governo do professor Melo que não toma providências para dar uma solução para o problema enfrentado pelas mulheres daquele município.

Elas têm que se deslocar até a capital se quiserem fazer o exame e muitas delas quando conseguem fazer a mamografia e recebem o diagnóstico de câncer, a doença já está em estágio avançado, reduzindo a possibilidade de cura – na minha opinião esses caras deveriam ser responsabilizados até criminalmente pelo sofrimento causado a essas mulheres, né mesmo gente?

E o pior é pensar que está chegando outubro, e lá vem a mesma hipocrisia de sempre, com a Assembleia Legislativa do Estado, o Governo, o Tribunal de Justiça, tudo que é prédio público usando iluminação rosa e tudo que é político, inclusive os prefeitos do interior, de laço rosa na lapela, fazendo discurso sobre o Outubro Rosa, um mês para conscientização das mulheres sobre a necessidade de fazer a prevenção contra o câncer de mama. Mas, como fazer prevenção diante de tanta dificuldade criada pelos próprios gestores para que essas mulheres façam uma simples mamografia?

E, contra toda essa hipocrisia, a rapaziada aqui do Radar está criando o lacinho preto da falta de vergonha, que vai ser pregado nas fotos dos gestores que não têm o menor respeito pelas mulheres do Amazonas. (Any Margareth)