Pastor presidente da IEADAM em Manacapuru ameaça candidatos a vereador que não apoiarem Beto D´ângelo à reeleição (ouvir áudio)  

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Mensagens de texto pelo WhatsApp e áudio do pastor presidente da Igreja Evangélica Assembleia de Deus do Amazonas (IEDAM) no município de Manacapuru (distante 103 km de Manaus), Antônio Alves, foram enviados ao Radar para denunciar que o pastor estaria usando de seu poder religioso para coagir e ameaçar candidatos a vereador. Segundo a denúncia, ou o candidato a vereador dá total apoio ao prefeito de Manacapuru e candidato à reeleição, Beto D´ángelo, ou ficam sem o apoio da igreja.

Nas mensagens de texto do WhatsApp diz o pastor convocando os candidatos a vereador: “(…) quinta-feira teremos uma grande reunião, vamos vê (sic) a força de cada candidato nessa reta final, com a presença do prefeito Beto, leve seus apoiadores e correligionários”.

Uma outra irmã da igreja arremata: “Aviso importante senhores candidatos representantes da IEDAM, nesta quinta-feira, dia 12, às 19:00hs, no Clube dos Cabos e Soldados, teremos uma importantíssima reunião com toda liderança  pastores e nosso prefeito Beto, vamos mobilizar seus apoiadores”

Um dos integrantes do grupo cogita faltar ao encontro por problemas de logística e pouca antecedência de aviso da reunião e diz que tem que haver conversa porque senão é abuso de autoridade.

Nesse momento, o pastor rebate, parecendo irritado: “Sem obediência não fará parte do projeto da igreja, nossa igreja apoia quem faz parte dele em obediência”, .

Em seguida o pastor envia um áudio dizendo que “a convocação para a reunião (com Beto Dángelo) é da presidência da igreja e ameaça: “Se você não quiser, diga que eu tiro todos os pastores que está (sic) com você, quem não vier eu tiro o apoio. Todos estão convocados a estarem na minha reunião”, disse o pastor.

Segundo matérias nacionais sobre esse tipo de prática religiosa, casos como este de Manacapuru tem recebido tratamento por parte da Justiça eleitoral como abuso de pode político, já que a Legislação Eleitoral ainda não enquadra o abuso de poder religiosos.

Prints do grupo de WhatsApp com nome PROJETOS IEADAM (Clique para zoom)

 

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