Pela “milésima” vez, um deputado cobra do MPE e do TCE uma manifestação sobre o hospital de Silves

imagem do deputado em frente ao hospital de silves

A obra está sendo feita há mais de uma década, três reformas foram realizadas num prédio em construção que já custou aos cofres públicos mais de R$ 4 milhões, mas o hospital nunca foi inaugurado. Em uma busca por informações de anos anteriores sobre  hospital do município de Silves, aparece matéria no Portal do Governo do Estado, datada de 13/06/2011, que diz o seguinte. “O governador do Amazonas, Omar Aziz, anunciou que vai inaugurar nos proximos meses mais dois hospitais, um deles em Silves”. Pelo jeito, ficou apenas no anúncio porque o hospital nunca foi entregue à população. Nesta quinta-feira (13), o deputado José Ricardo Wendling (PT) ingressou com representação no Ministério Público do Estado (MPE) e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) para que investigue a construção do hospital no Município de Silves (a 203 quilômetros de Manaus).

“Uma verdadeira novela é a obra desse hospital. Uma vergonha”, declarou o parlamentar, ressaltando que somente ele já fez umas três fotos diferentes de placas da obra indicando ampliação e informando aditivos ao empreendimento.Enquanto isso, os moradores da cidade são atendidos num prédio de madeira e sem as condições adequadas para o funcionamento de um hospital. “Por que tantas ampliações e tantos aditivos feitos a essa obra? O Ministério Público e o TCE devem investigar essa construção, inclusive, as condições físicas do prédio, já que na enchente de 2012 o local ficou completamente alagado”. Aí, não dá pro pessoal aqui do Radar não perguntar: “Não dava para TCE, em mais de dez anos, ter procurado saber o que estão fazendo com o dinheiro público numa obra como esta? Será que não deu tempo para os conselheiros de contas verem que os gestores públicos estão fazendo alguma “conta” errada quando fazem seguidos aditivos no preço de uma obra, gastam R$ 4 milhões, e uma obra nunca ‘concluída? E o fiscal da Lei, o MPE, durante todos esses anos não deu pra fiscalizar os gestores desse município. Será que, pela “milésima” vez, não adianta perguntar porque não vai haver respostas?