Pelo amor de Deeeeeeus, que abertura de Copa do mundo é essa minha gente?

abertura copa

Pra quem esperava uma abertura de Copa do Mundo – eu confesso que esperava – semelhante ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, que já foi denominado pela mídia internacional de “uma imensa ópera no asfalto” e “o espetáculo mais fantástico do planeta”, deu de cara com a coisa mais esquisita, enfadonha, piegas, provinciana, brega, e mais um “zilhão” das piores denominações que se pode imaginar.  Não ensaiaram direito nem o playback gente? A rebolosa Claudia Leite, que estava mais para Gretchen cantado seu conga, la conga, cantava uma coisa e no som se ouvia outra. E ainda saia de dentro de um troço circular que, se era pra ter alguma semelhança com uma bola de futebol, estava mais pra bola de cristal da Mãe Diná Não sei nem quantas vezes me deu vontade de gritar: Pelo Amor de Deeeeeus! Chama aí o Paulo Barros (carnavalesco)! Mas, já na entrada, quando ouvi que a dita abertura tinha sido feita por belgas, eu pensei cá com meus botões: “Isso não vai prestar minha gente”. Assim como belgas entendem de Brasil, que eu saiba o Brasil só conhece da Bélgica, aquele passarinho que faz o maior sucesso entre as celebridades, o tal canário belga, e marca de cerveja que só quem deve tomar são os caras da Fifa e do Comitê Olímpico Brasileiro, que deviam estar no maior porre quando contrataram gente ao custo de R$ 18 milhões pra fazer uma abertura de Copa como essa. E como se não bastasse o superfaturamento de tudo que é obra da Copa, ainda tem que ver onde foi parar esses milhões, porque aquelas alegorias e fantasias da abertura estava mais prá loja de liquidação.

Lassie

E o tal do Rapper Pitbull estava mais pra Lassie gente! Ele não tava dando pinta, ele tava dando é mancha! Nada contra dá pinta, mancha e outras coisa mais, afinal aqui no Radar a gente segue o lema “Viva e Deixe Viver”, mas não dava pra se preocupar mais com a qualidade musical do espetáculo? Afinal, uma das riquezas desse País é sua diversidade de tons e sons, ritmos e melodias que já tomaram conta do mundo, do Japão aos Estados Unidos. O show se resumiu a uma competição de balançar de bundas – não que as bundas desse país não sejam as mais bonitas do planeta -, junto com uma música que diz que foi feita especialmente para a Copa do Mundo no Brasil, mais ninguém conhecia. Ôôôô, musiquinha chata, que ainda poderia ter sido salva pelo batuque do Olodum, mas deixaram os caras fazerem a percussão por alguns minutos e só – coisa de belga que preferia som de passarinho e cachoeira. Pelo amooor de Deus! – de novo – dá pra chamar a Shakira, que transformou a música da Copa, na África do Sul, em um dos maiores sucessos mundiais, e mistura aí com o batuque a lá África, mais que fica aqui bem pertinho, em Salvador, ou no Rio de Janeiro.

Bypass na  J.Lo!

E a tal da J. Lo (Jeniffer Lopez) ficou fazendo “c” doce – para os nossos antenados leitores não preciso dizer o que é esse “c”, né gente? – até uma semana antes da Abertura da Copa, e na última hora decidiu dar as caras no evento, depois que fãs disseram estar decepcionados com sua indiferença em participar do evento. Como aqui no Radar, para quem faz “c” doce a gente é diabético, quando a tal da J.Lo decidisse parar de frescura e vir para o Brasil, agente dava era um “baypass” – palavra norte-america que significa desvio, contorno, mas que aqui no Brasil é o mesmo que passa fora – e mandava a moça posar de diva em outro lugar. O Brasil está repleto de cantoras deslumbrantes e talentosas que nem precisam usar aquela roupa de pose pra revista masculina e nem rebolar (esquisitamente) até o chão, pra fazerem um grande espetáculo.

E por falar em “c”…

E podem até me mandar fazer a mesma coisa, mas não vou deixar de manifestar a minha opinião, de que achei um espetáculo de extrema grosseria e falta de educação, para o mundo inteiro ver e ouvir (o que é pior), parte da torcida – não vou escrever todo mundo porque teve gente que vaiou a tal atitude – mandar a presidente da República, Dilma Rousseff, ir tomar no “c”. Nem vou dizer que acho isso uma grosseria só porque ela é mulher, e apelar para o espírito de cavalheirismo que deveria existir, porque acharia o mesmo se a presidente fosse um homem. Nas questões políticas e administrativas, acredito no mesmo tratamento para homens e mulheres, sem distinção de sexo, cor, raça e orientação sexual. Só acho que isso não é a cara do povo do meu País. A vaia é legítima como fizeram, por exemplo, na Copa da s Confederações. Mas, partir para uma agressão verbal de tal amplitude, é fazer uma demonstração de baixaria que, em minha opinião, não combina com a grandeza de espírito de um povo que tem demonstrado valores morais e éticos até mesmo nas manifestações populares, salvo raras exceções. E quero acreditar que essa seja uma delas.