Perfil do Twitter denuncia alunos matriculados irregularmente nas vagas para negros e indígenas na Ufam

O perfil @autodeclaradosam no Twitter denunciou, nessa quarta-feira (3), diversos alunos matriculados na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) que, segundo o perfil, teriam fraudado o sistema de cotas se autodeclarando negros, pardos ou índios para conseguir vaga na instituição federal.

A exposição vem acontecendo em todo o Brasil com contas específicas relacionadas as Universidades Federais do Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo. No perfil @fraudadorescota, criado no início do mês,já acumula mais de 100 mil seguidores e mostra o rosto de pessoas brancas que não precisam, mas fizeram uso das cotas raciais para ingressar em universidades do Rio de Janeiro.

No Amazonas, o perfil @autodeclaradoam denunciou cerca de 35 alunos da Ufam. As publicações apresentavam o nome do estudante, o curso, o ano de ingresso e a modalidade de cota. O perfil também publicou uma foto da pessoa para que fosse feita a comparação da cor da pele.

O assunto virou polêmica e foi um dos mais comentados na rede social entre ontem e hoje.

Resposta da Ufam

Em nota, a Ufam disse que tem ciência das denúncias feitas formalmente à instituição e que todas elas são recebidas por uma Comissão, que analisa as supostas fraudes e estabelece “procedimentos e critérios a serem aplicados nos processos administrativos”. Também existe, segundo a instituição, uma Comissão Recursal para analisar recursos encaminhados por parte dos candidatos.