Perto da prescrição, 7 mil pescadores de Mariana não foram indenizados

Cerca de sete mil pescadores de Mariana – região da maior tragédia ambiental do Brasil -, que perderam sua principal fonte de renda pelo resto da vida, ainda não foram indenizados, segundo informações do colunista Lauro Jardim.

O prazo para que sejam selados acordos de indenização entre a Fundação Renova e os nove mil pescadores prescreve dentro de duas semanas.

De acordo com o colunista, nos últimos dois meses, a Renova diminuiu drasticamente a velocidade de fechamento dos acordos, que são em média de R$ 100 mil cada.

A assessoria da Renova respondeu com o seguinte comunicado: “A Fundação Renova informa que continuará conduzindo normalmente, após o dia 5 de novembro de 2018, o programa de indenização às famílias que já foram cadastradas e irá acolher todos aqueles que tenham sido comprovadamente atingidos pelo rompimento de Fundão, em qualquer momento. Até setembro, mais de R$ 1,2 bilhão foram pagos em indenizações e auxílios financeiros, sendo que R$ 580 milhões foram destinados a cerca de 7.000 pescadores em Minas Gerais e no Espírito Santo. O acordo homologado no dia 2 de outubro possibilita que os atingidos de Mariana passem a integrar o programa de indenização que já é praticado no resto do território impactado. Desde que concluídas as etapas do formulário e da vistoria do Cadastro – que em Mariana é conduzido pela assessoria técnica Cáritas -, os atingidos, se assim desejarem, já podem procurar a Fundação Renova para negociar e dar sequência ao seu processo de indenização.”