Pesquisa aponta que falta de terminais intermodais está entre os maiores entraves à exportação no Norte

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que a indisponibilidade de capital e a falta de terminais intermodais estão entre os dez entraves mais críticos para exportação na região Norte. Os entraves foram apontados por empresários que responderam ao questionário. A pesquisa ouviu 17 empresas na região, no Amazonas, Acre, Pará, Rondônia e Tocantins.

O estudo, o maior feito no Brasil, ouviu 589 empresas exportadoras de todo o país e apresenta um raio-x dos problemas que os empresários brasileiros enfrentam para poder vender bens e serviços para o exterior.

A análise dos dez entraves mais críticos por região Norte mostra que, de forma geral, os exportadores se deparam com praticamente os mesmos entraves problemáticos e o nível de criticidade varia pouco de acordo com a região. No Centro-Oeste, o custo do transporte doméstico (da empresa até o ponto de despacho das mercadorias) foi apontado como entrave mais crítico, enquanto no Nordeste, o maior problema é o custo do transporte internacional.

Em termos gerais, a maioria considerou as elevadas tarifas cobradas por portos e aeroportos como o principal problema enfrentado por empresas brasileiras que operam no comércio exterior. Essas tarifas foram consideradas muito impactantes por 51,8% das empresas que responderam à pesquisa.

Preços competitivos

Outros entraves considerados críticos por uma quantidade elevada de exportadores (41% a 43,4%) são a dificuldade de oferecer preços competitivos, as elevadas taxas cobradas por órgãos anuentes e os elevados custos do transporte doméstico. No estudo, esses são os percentuais das empresas que indicaram quatro ou cinco em cada entrave – o que significa que esse entrave “impacta muito” ou que ele é “crítico”, respectivamente.

Ainda entre os principais problemas estão a baixa efetividade do governo para superar entraves internos à exportação (39,4%) e o alto custo do transporte internacional (39%), a proliferação de leis, normas e regulamentos de forma descentralizadas (36%), além da existência de leis complexas e conflituosas e pouco efetivas e as interpretações múltiplas de requisitos legais pelos agentes públicos.

Os resultados, na avaliação da CNI, mostram que os principais entraves são relacionados ao transporte e às elevadas tarifas e que há necessidade de forte cooperação entre os setores públicos e privados para resolvê-los.

A pesquisa

A pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras” ouviu 589 empresas exportadoras entre outubro de 2017 e março de 2018. A maioria (77,2%) é de micro, pequeno ou médio porte, e atua no comércio exterior há mais de dez anos, o que, segundo a CNI, revela a persistência dos problemas apontados por elas.

Na edição anterior da pesquisa, publicada em 2016, o custo do transporte figurava como o obstáculo considerado mais crítico pelos empresários, seguido pelas tarifas cobradas por portos e aeroportos e pela baixa eficiência governamental no apoio à superação das barreiras às exportações.

Acesse a pesquisa na íntegra.

Com informações da assessoria de comunicação da Fieam.