PF coloca servidor de armazenamento de dados à disposição de investigadores do inquérito dos portos

A Diretoria de Tecnologia de Informação da Polícia Federal colocou um servidor de armazenamento de dados à disposição dos peritos de informática que extraíram todas as informações e fizeram espelhamento dos dados do chamado inquérito dos portos.

O inquérito investiga o presidente Michel Temer. A finalidade é saber se um decreto editado pelo presidente teve por objetivo favorecer empresas do setor portuário. Temer nega.

Os investigadores trabalharão de forma ininterrupta, inclusive nos finais de semana e dias dos jogos do Brasil na Copa do Mundo.

A PF mobilizou 25 policiais federais, incluindo alguns ligados à área que apura desvio de recursos públicos e de inteligência para a análise desses dados obtidos durante todo o período de investigação.

A solução de colocar o servidor de armazenamento de dados à disposição da investigação, um “storage”, foi adotada neste fim de semana, como parte de um “mutirão” para concluir a investigação até o próximo dia 10.

Nessa data, se esgota o prazo de 60 dias estipulado pelo ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), para conclusão do inquérito. Barroso autorizou duas vezes a prorrogação do prazo do inquérito.

O inquérito

Na ocasião da abertura do inquérito, em setembro ano passado, Barroso afirmou que as provas colhidas mostravam, à época, que Rodrigo Rocha Loures, ex-deputado e ex-assessor de Temer, mencionava intermediários de repasses ilícitos para o presidente em troca de favorecimento da empresa Rodrimar. Temer sempre negou.

Durante a investigação, houve pedido de quebra de sigilo dos investigados. Policiais que atuam no caso chegaram a desarquivar um processo que tramitou nos anos 1990 e é relacionado a um ex-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (estatal administradora do porto de Santos) indicado para o cargo por Temer.

Fonte: G1