PF cumpre 11 mandados de busca e apreensão em Boca do Acre inclusive na casa do prefeito que está detido por crime eleitoral

policia-federalAtravés de contato com a assessoria de imprensa da Policia Federal (PF) em Rio Branco, no Acre, o Radar conseguiu informação que o prefeito de Boca do Acre – município do Amazonas, mas que está na jurisdição da PF do Acre – Iran Lima está detido após o cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, um deles em sua residência.

A PF deflagrou nesta terça-feira (02) a “Operação Rancho” para apurar crime eleitoral em Boca do Acre com “a distribuição de cestas básicas em troca de votos durante as eleições”. O prefeito Iran Lima, secretários de sua administração e uma vereadora do município são os investigados por crime eleitoral. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na sede da Prefeitura de Boca do Acre, em duas secretarias do município, em um gabinete da Câmara, além das residências do prefeito, de dois secretários, e de uma vereadora.

Coordenador de campanha

Vocês lembram um documento denominado “Plano Estratégico de Campanha/Interior” ao qual o Radar teve acesso, no início da campanha eleitoral desse ano, que teria sido elaborado dentro de um escritório no Adrianópolis, nas proximidades do Cagin, onde ficava um lugar chamado Quartel General (QG) de campanha do governador e candidato à reeleição José Melo? Nesse documento havia a previsão de gastos que atingia de R$ 20,5 milhões apenas interior do Estado.

Entre as várias irregularidades apontadas pelo Radar no teor desse documento, com visíveis sinais de que esse “plano estratégico” trazia gastos não oficiais, o denominado Caixa 2, uma delas que chamava bastante a atenção é de que os coordenadores de campanha do governador José Melo no interior eram os próprios prefeitos, que vilipendiam suas funções de administradores municipais para virarem cabos eleitorais do governador, inclusive usando a estrutura de suas respectivas prefeituras. O principal deles que tinha seu nome descrito no documento era o prefeito Iran Lima, acusado ainda durante as eleições de utilizar seu cargo de presidente da Associação Amazonense dos Municípios para chantagear prefeitos, a apoiarem o governador do contrário ficariam a pão e água, sem receber um centavo de repasses do Estado.  (Any Margareth)