PF cumpre mandados de busca e apreensão na casa de ex-deputado estadual e em sede de cooperativa

A Polícia Federal está cumprindo 3 mandados de busca e apreensão em apartamentos localizados em condomínios na zona Oeste de Manaus e no município de Manacapuru (a 80 quilômetros da capital), desde às primeiras horas desta quarta-feira (10).

As ações são um desdobramento da Operação Arquimedes que apura um esquema de corrupção responsável pela extração ilegal de madeira na floresta amazônica.

Informações preliminares apontam que o alvo é um ex-deputado estadual, que ainda não teve o nome divulgado, além de responsáveis por uma cooperativa de piscicultores, agricultores, produtores rurais e extrativistas.

Desdobramento

Em dezembro de 2017, a Operação Arquimedes 1 foi deflagrada pela Polícia Federal, em conjunto com Ibama e Receita Federal. Ao todo, foram apreendidos no Porto Chibatão e no Porto Superterminais, em Manaus, e periciados 458 contêineres de 63 empresas com carga de madeira ilegal sem Documento de Origem Florestal (DOF), entre outras irregularidades, que seriam destinadas à exportação para outros estados brasileiros e também outros países. O volume de carga apreendida chegou a 479 contêineres nos dias seguintes à deflagração.

Em fevereiro de 2018, o Ministério Público Federal (MPF) expediu a Recomendação n° 02/2018 ao Ipaam para cancelar imediatamente as licenças ambientais e autorizações já expedidas e suspender novos requerimentos para exploração de planos de manejo florestal sustentável em áreas federais onde a extração não poderia ser autorizada, como Unidades de Conservação Federais, Terras Indígenas e assentamentos do Incra, dentre outras.

Ações

Em maio deste ano, o MPF ajuizou ação civil pública contra a empresa de exploração e comércio de madeira Amata S/A e seus sócios-administradores, pela prática de graves danos ambientais à floresta amazônica brasileira revelados ainda na primeira fase da operação Arquimedes.

A ação pediu, entre outras medidas, o bloqueio imediato de R$ 47,3 milhões em bens e valores da empresa e seus sócios por meio de decisão cautelar, além de pelo menos R$ 10 milhões a título de dano moral coletivo, bem como a recuperação e mitigação dos danos ambientais causados pela extração ilegal de madeira em unidade de conservação.

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