PF prende chefe de gabinete do governador do Acre

Também foram bloqueados R$ 7 milhões de reais

A Polícia Federal (PF) prendeu quarta-feira (22), de forma preventiva, a chefe de gabinete do governador do Acre, Rosangela Gama durante a segunda fase da Operação “Ptolomeu”, que apura suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a cúpula do governo estadual, chefiado por Gladson Cameli (Progressistas). A prisão foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Por ordem ainda do STJ, policiais federais cumprem, na manhã de hoje, cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Rio Branco/AC, em endereços relacionados aos envolvidos no embaraço às investigações”, informou a PF em nota.

Recentemente, a PF deflagrou a primeira fase operação e teve apoio da Controladoria-Geral da União (CGU). Foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, e um mandado de prisão respectivamente em Manaus, Rio Branco (AC), e Brasília (DF).

Em Manaus, os agentes da Polícia Federal estiveram presentes no condomínio de luxo Reserva das Águas, localizado na avenida Coronel Teixeira, bairro Ponta Negra, zona Oeste da capital.

Além dos mandados de prisão, o STJ também determinou a instauração de um novo inquérito para investigar se houve obstrução de investigação da organização criminosa.

Operação contra cúpula do governo do Acre
Na semana passada, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), foi um dos alvos da Operação Ptolomeu, deflagrada pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União.

A ação investiga uma organização criminosa que atuava no governo do estado. O bando é suspeito de desviar recursos públicos e ocultar bens e valores. De acordo com a investigação, o grupo criminoso seria controlado por empresários e agentes políticos ligados ao Poder Executivo estadual acreano.

Ao todo, 150 policiais e 10 auditores da CGU cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em quatro estados. A operação foi deflagrada na madrugada da última quinta-feira (16/12) nas cidades de Rio Branco (AC), Cruzeiro do Sul (AC), Manaus (AM) e Brasília (DF).

O STJ decretou medidas cautelares, como:

  • afastamento da função pública;
  • proibição de acesso a órgãos públicos; e
  • impedimento de contato entre os investigados.

A Corte também mandou bloquear aproximadamente R$ 7 milhões das contas dos suspeitos, bem como o confisco de veículos de luxo provenientes dos crimes.

A deflagração da operação policial é fruto de inquérito instaurado por elementos que demonstraram o aparelhamento da estrutura estatal.

Variadas transações financeiras suspeitas em contas correntes, pagamentos de boletos de cartão de crédito por pessoas interpostas, transações com imóveis de alto valor e aquisições subfaturadas de veículos de luxo chamaram a atenção dos investigadores. Além de movimentações de valores em espécie utilizando aparatos de segurança pública.