PF prende políticos em Humaitá na Operação “Lex Talionis”

O prefeito de Humaitá (590 quilômetros de Manaus), Herivaneo Seixas (Pros) e o vice, Rademacker Chaves foram presos na manhã desta terça-feira (27), pela Polícia Federal de Rondônia na operação “Lex Talionis”, por suposto envolvimento no incêndio criminoso contra os órgãos do Ibama, ICMBio e Incra, ocorridos naquela cidade no ano passado. Além deles, o vereador Antônio Carlos de Almeida, o Totinho também teria sido preso na ação.

Nesta terça, a PF deflagrou a operação para coletar provas e efetuar a prisão de envolvidos no dano a bens públicos do Ibama, ICMBio e Incra. Os crimes investigados são associação criminosa e dano qualificado, que preveem penas que somadas podem chegar a 6 anos de prisão. Desde o início da manhã de hoje, são cumpridos 28 mandados judiciais expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, sendo 15 de busca e apreensão e 13 de prisão temporária. Ao todo, 120 policiais federais participam da operação.

Os ataques ao patrimônio público ocorreram em represália à Operação Ouro Fino, coordenada pela Superintendência do Ibama no Amazonas, que contou com a participação da Marinha do Brasil, do ICMBio, da Força Nacional e do Exército Brasileiro. Os danos aos bens públicos causaram prejuízo avaliado em mais de R$ 1.1 milhão para os cofres públicos federais.

Segundo a assessoria de imprensa da PF, políticos locais e garimpeiros estiveram envolvidos nos ataques. “Durante as investigações, foi possível identificar que garimpeiros junto de alguns políticos do município deram início à manifestação violenta que ocasionou a destruição de bens públicos da União e de bens particulares de servidores públicos federais. Foram obtidos indícios de que os políticos incentivaram os manifestantes a depredarem os bens dos órgãos públicos. A Polícia Federal identificou as autoridades políticas e também alguns dos executores dos atos criminosos”, divulgou.

Operação “lex talionis”

A denominação da operação faz alusão à Lei de Talião, do latim “Lex Talionis”, conhecida pela máxima “olho por olho, dente por dente”. A Lei de Talião determina que a punição infligida deve corresponder em grau e espécie à ofensa do transgressor.

No caso em questão, os garimpeiros de Humaitá incendiaram os prédios públicos dos órgãos de fiscalização pelo fato de terem tido suas dragas, embarcações que estavam sendo utilizadas na atividade garimpeira ilegal, inutilizadas pelo Ibama durante a Operação Ouro Fino.