Picciani, Melo e Albertassi se entregam à PF no Rio

Decisão do TRF2 derrubou votação da Alerj que havia libertado os peemedebistas. Eles passaram pelo IML e foram levados ao presídio de Benfica

Depois de a 1ª Seção Especializada do Tribunal Regional Eleitoral da 2ª Região (TRF2) restabelecer, por unanimidade, as prisões do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), e dos deputados estaduais Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB), os três peemedebistas se entregaram na Superintendência da Polícia Federal no Rio nessa terça-feira (21). A decisão do TRF2 considerou que a soltura de Picciani, Melo e Albertassi, após votação na Alerj, foi ilegal porque não passou pelo tribunal.

Os três parlamentares fluminenses se entregaram separadamente. O primeiro foi Edson Albertassi, seguido por Paulo Melo e, por último, Jorge Picciani. Por volta das 17h, eles foram levados ao Instituto Médico Legal (IML), no Centro, onde passaram por exame de corpo de delito. Às 17h50, o trio chegou à cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, Zona Norte, onde estão detidos os investigados pelo braço da Operação Lava Jato no Rio.

Picciani, Melo e Albertassi são os principais alvos da Operação Cadeia Velha, deflagrada na semana passada, e são suspeitos dos crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no suposto recebimento de propinas de empresas de ônibus do Rio de Janeiro e de empreiteiras, como a Andrade Gutierrez e a Odebrecht.

Eles haviam se entregado à PF na última quinta-feira, mesmo dia em que o TRF2 decretou, também por unanimidade, a prisão deles pela primeira vez. O trio passou apenas uma noite no presídio de Benfica e na sexta-feira, por 39 votos a 19, a Alerj derrubou as prisões e o afastamento deles de seus mandatos parlamentares.

A decisão da Casa, no entanto, foi encaminhada diretamente à unidade prisional e não passou pelo TRF2, ao qual caberia expedir mandados de soltura. A falta de comunicação ao tribunal gerou uma questão de ordem, debatida no colegiado em sessão extraordinária nesta terça, na qual se decidiu decretar as prisões novamente.

Fonte: Veja