PM diz que bandeiras neonazistas foram estopim de tensão em ato na Paulista 

Em entrevista à CNN, o secretário-executivo da Polícia Militar de São Paulo, coronel Álvaro Batista Camilo, afirmou que pessoas que portavam bandeiras neonazistas foram o estopim do tumulto nas manifestações que aconteceram hoje na Avenida Paulista, em São Paulo.

“A polícia filma tudo, estamos filmando isso também, vamos passar para a Justiça e o Ministério Público para que se apure. Provavelmente, [o estopim] seja o pessoal ligado ao neonazismo que acabaram começando, levando a esse tumulto”, disse Camilo.

O secretário-executivo não especificou de qual lado dos atos estavam essas bandeiras. A avenida se dividiu entre apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e opositores, em ato organizado por torcidas organizadas de futebol pela democracia.

A Polícia Militar utilizou a Tropa de Choque e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes contrários a Bolsonaro. O ato favorável ao presidente prosseguiu, com faixas pedindo o impeachment do governador paulista, João Doria (PSDB), e chamando-o de genocida.

Camilo afirmou que a PM não defende nenhum dos lados e atuou para evitar que os dois lados entrassem em confronto. Disse que um dos lados estava mais agressivo e outro menos, mas, quando questionado, respondeu que não conseguia identificar qual dos dois.

Antes, em entrevista à Globo News, o secretário-executivo afirmou que a PM agiu para “garantir a ordem” e que dispersou a manifestação após pedras serem jogadas contra os policiais. “Pessoas começam a jogar pedra contra polícia. Polícia não vai agir primeiramente, não vai confrontar sem necessidade, está lá para garantir ordem”, explicou. Segundo ele, as imagens dos confrontos serão analisadas para determinar os responsáveis.