PM não para em respeito à população, mas policiais vão fazer manifestação

Por conta do momento de crise no sistema prisional do Amazonas e a falta de segurança da população, a Policia Militar do Amazonas (PM-AM) não fará nenhuma paralisação até o mês de abril. A decisão foi tomada nesse sábado (7), em assembleia geral realizada pela Associação de Praças do Estado do Amazonas (Apeam) e Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, que reuniu mais de 400 pessoas.

De acordo com o presidente da APEAM, Gerson Feitosa, a decisão da PM é em respeito a população que paga os impostos e acredita na Polícia Militar. “Nós só não paramos as atividades hoje em respeito a população de Manaus. Vamos ficar nas ruas fazendo nosso trabalho protegendo e servindo. Entendemos o momento do povo amazonense que passa por essa onda de terror após a rebelião”, disse.

Porém, Feitosa garantiu que se o governador José Melo (Pros) não cumprir as reivindicações na pauta da categoria, as atividades serão paralisadas. “Se necessário for, precisamos que a população nos apoie em uma paralisação, caso o governo não cumpra a sua parte. Queremos que ele cumpra nossas pautas sem esquecer das mais de quatro mil promoções que estão atrasadas”, ressaltou.

Conforme Feitosa, a pauta de reivindicação foi decidida durante a reunião na assembleia geral desta manhã. Ele afirmou ainda que, independente do cumprimento ou não das devidas cobranças da categoria, está marcada  uma grande manifestação no dia primeiro de fevereiro, na Assembleia Legislativa do Estado (ALE), durante a leitura da mensagem governamental.

“Nos próximos dias, até abril, que é quando o governador disse que cumpriria as promoções, nós queremos que ele cumpra o código de ética, o auxílio fardamento, devolva as armas de imediato e retire a determinação de que os PMs cumprirão atividade carcerária, trabalhando somente no entorno do terreno do presidio, como manda a Lei”, disse.

Feitosa destacou que a categoria está pedindo a mínima condição de trabalho. “Queremos que o governador instale um contêiner para colocar os policiais que estão na chuva e sol em frente aos presídios trabalhando”, completou.  (Da equipe do Radar)