PMDB racha na Assembleia Legislativa e deputados começam a legislatura em pé de guerra

Belão, Vicente e Dallas

“Não tenho meio termo. O líder do meu partido é o senador Eduardo Braga. Sou Eduardo e sou do PMDB. Então, se o meu partido é de oposição, também estou na oposição. Oposição inteligente, coerente, fiscalizadora. Aquilo que for bom para o povo do Amazonas estamos prontos pra poder aprovar e aquilo que tivermos dúvidas, queremos que as dúvidas sejam dissipadas. Mas, repito, estamos ao lado do senador Eduardo Braga do PMDB, e estaremos firmes aqui nas trincheiras do partido”. Essa foi uma declaração dada pelo deputado estadual peemedebista Wanderley Dallas para o Radar durante a solenidade de posse dos 24 deputados eleitos e a eleição da Mesa Diretora nesse domingo (01), na Assembleia Legislativa do Estado.

Em coro com Dallas, o também peemedebista Vicente Lopes usa o mesmo tom e segue a mesma linha de raciocínio quando é questionado se faz parte da oposição na Aleam. “O PMDB foi oposição durante o processo eleitoral e nada mais coerente do que continuar na oposição, assim como bem definiu a liderança maior do partido que é o senador, e hoje ministro, Eduardo Braga”, define Lopes, manifestando ainda sua insatisfação pela composição da Mesa Diretora, onde ele reclama que não há proporcionalidade partidária como manda o Regimento Interno da Casa.

“Um partido que tem três deputados na Casa (PMDB), tem um deputado na Mesa Diretora, mas há outro partido com uma bancada também de três deputados (PSD) que os três estão na Mesa Diretora. Que critérios são esses? Nesse momento, o Radar questiona: mas o partido não está representado na Mesa Diretora da Casa pelo também peemedebista deputado Belarmino Lins, eleito 1º vice-presidente da Casa Legislativa?

Nessa hora, a resposta do deputado Vicente Lopes vem num tom ainda mais duro: “O deputado Belarmino não é uma indicação do partido. Não houve reunião e uma decisão interna do PMDB. O deputado é escolha do governador do qual nós somos oposição”. Logo depois, Dallas e Lopes, junto com Francisco Souza, mandaram distribuir uma nota protestando contra essa “falta de proporcionalidade” na composição da Mesa Diretora e foram embora do plenário, numa visível negação de votar até mesmo no seu companheiro de partido. (Any Margareth)