PMDB vira Torre de Babel na Assembleia Legislativa do Estado

Dalas e Belão RachaNão precisa nem ser um grande observador e muito menos ser expert em política para ver que o PMDB, na Assembleia Legislativa do Estado, está dividido e reina conflito entre os deputados de sua bancada composta por Belarmino Lins, Wanderley Dallas e Vicente Lopes. Eles falam línguas diferentes, onde um elogia, o outro critica, onde um aplaude, o outro vaia, e se um afaga, o outro apedreja.

A situação mais conflitante do PMDB tem “texto” e autor: deputado Belarmino Lins. No final do ano passado, ele já protagonizava as seguintes cenas: quando há projeto impopular do Governo a ser votado sem discussão pra evitar desgaste ao governador, quando há necessidade de fazer sessões plenárias relâmpagos, calando e atropelando a oposição, Josué Neto abandona a cadeira de presidente, some da área, e mais que depressa assume o posto Belarmino Lins, o Belão.

Para que os poucos deputados de oposição não façam muitas críticas ao Governo, Belão limita a palavra, interrompe debates, passando direto para a votação. A frase “quem for favorável permaneça como está” é dita tão rápido que vira um amontoado de palavras incompreensíveis. A única coisa que se entende é a expressão “aprovado” dita ao final de alguma votação de projetos do Governo.

Só lembrando apenas um exemplo disso, assim foi na votação do projeto de reforma administrativa do Governo, com extinção de secretarias, demissão de servidores e aumento de impostos. Ou pra cessar a falação da oposição quando das denúncias de corrupção na pasta de Infraestrutura do Governo de Melo. É só chamar o Belão que by,by oposição!

PMDBXPMDB

Foi assim que nas votações, no final de 2014, quando mal tinha passado o período eleitoral e o governador professor José Melo tinha sido reeleito, Belão garantiu a aprovação de tudo que foi projeto do Governo, sem estar nem aí para a encaminhamento contrário a determinadas matérias governistas, feito pelo líder do PMDB na Casa, o ainda deputado estadual, e hoje deputado federal, Marcos Rotta. Belarmino usou sua costumeira ironia contra Marcos Rotta, chegou a ser ofensivo com o colega de partido e por várias vezes o impediu sequer de falar.

E se alguém achava que aquele era um posicionamento esporádico de Berlarmino Lins, confrontando-se com a orientação do líder do PMDB no Estado, ministro Eduardo Braga, que declarou publicamente que a sigla faria oposição ao Governo, enganou-se redondamente. Belarmino continua não seguindo a orientação do atual líder do PMDB no Legislativo estadual, deputado Vicente Lopes, ainda mais quando se trata de matéria do Governo. O lema de Belão tem sido: se é do Governo, sou a favor!

E se Belão atropela a oposição, não livra a cara sequer de outro peemedebista, o deputado Wanderley Dallas, seu alvo principal no uso do sarcasmo, algo que lhe é peculiar, quando quer desqualificar um discurso de oposição. Belão chama isso de brincadeira – aquilo que o povo sabiamente identifica como : brincando, brincando, fulano traçou sicrano, né gente?

No mesmo dia em que Belão entregou medalha de mérito ao prefeito Artur Neto, de quem seus colegas de partido são críticos ferrenho e Braga e adversário político declarado, Dallas fez discurso elogiando a senadora peemedebista Sandra Braga por sua atuação em defesa dos interesses do Estado, atacando os governistas pelo que ele denominou de injustiça e covardia feita contra ela num episódio que marcou as eleições de 2014.

“Os adversários colocaram na propaganda política a imagem de uma cadeira vazia, dizendo que, se Braga fosse eleito governador, o Amazonas perderia um representante no Senado. Foi um desrespeito duplo à senadora Sandra Braga. Primeiro por acusá-la de fazer parte de uma trama para entregar a vaga a um empresário, representante de outro Estado. Segundo, por subestimar a capacidade de trabalho dela, que agora está sendo mostrada no Senado Federal”, disse o parlamentar. Belarmino calado estava, e calado ficou! Sequer uma de suas famosas “brincadeirinhas” foi ouvida em plenário! (Any Margareth)