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Polícia alerta para identificação de abusos contra crianças e adolescentes

Entre janeiro e março de 2019, foram registrados 450 casos de abuso e/ou violência física, psicológica ou sexual contra crianças e adolescentes na capital amazonense. É um aumento de 28% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Do total de casos registrados este ano, 171 são referentes a lesão corporal, 130 ocorrências foram de estupro de vulnerável e 110 foram de maus tratos. Foram registrados, ainda, 41 casos de abandono de incapaz. De janeiro a março de 2018, foram contabilizados 134 casos de estupro de vulnerável, e 133 de lesão corporal a crianças e adolescentes.

Os dados demonstram, entre outros, o aumento no número de registros por conta da divulgação dos crimes e a triste realidade de quem não pode se defender sem a ajuda de um adulto.

Segundo a titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Joyce Coelho, pais, professores e vizinhos são fundamentais para identificação desse tipo de crime.

Ela orientou pais, professores, responsáveis e pessoas próximas a prestarem atenção nas crianças e buscarem reconhecer características típicas de quem está sendo vítima de algum tipo de abuso.

“Seja muito seletivo sobre onde e com quem o seu filho está. Estamos vivendo em um momento em que a vigilância é proteção. Uma criança de 6 anos com um tablet e uma internet livre não tem maturidade emocional para entender quem está falando com ela do outro lado. Ela pode estar sendo induzida a tirar fotos do corpo e até mesmo prestar informações sobre a rotina”, disse a delegada.

Características

Segundo a titular da DEPCA, entre as principais características a serem observadas estão mudanças bruscas no comportamento, alterações na linguagem corporal, e até mesmo rejeição a pessoas que eram próximas à criança anteriormente.

“Quando uma criança rejeita um atendimento, rejeita um profissional com que antes ela tinha proximidade, isso também é um sinal de alerta. Uma criança que muda bruscamente de comportamento, que era comportada e passa a ficar agitada, passa a ter um sono diferente, demonstra agressividade, já é um sinal de alerta. Os pais já têm que acender o sinal vermelho e conversar para entender o que está acontecendo. Quando a criança traz na fala elementos de cunho sexual, provavelmente, ela escutou ou vivenciou uma experiência abusiva”, alertou.

É importante, ainda, que os pais ou responsáveis conversem e orientem a criança sobre medidas simples de se proteger da violência sexual. “Uma criança que foi criada com boa orientação, com a família dizendo ‘essa parte do seu corpo não pode ser tocada, se acontecer conta para a mamãe’ caso ela seja abusada, ela vai contar”, esclareceu.

Qualquer indício de abuso ou violência contra crianças e adolescentes deve ser imediatamente denunciado à DEPCA, na rua Adelaide Carraro, 256, bairro Planalto. A delegacia funciona em plantão de 24h, sete dias por semana, e atende no telefone 3656-8575.

Denúncias telefônicas também podem ser feitas pelo 181, da Secretaria de Segurança Pública (SSP), e pelo Disque 100.

Com informações da SSP-AM.