Polícia Civil rejeita proposta do governo Wilson Lima para parcelar a última parcela do escalonamento 

Polícia Civil rejeita proposta do governo Wilson Lima após atrasos em pagamentos

Reunião no SINPOL  | Foto: Divulgação

Na última terça-feira, cerca de 500 membros da Polícia Civil estiveram na sede do Sindicato dos Policiais do Amazonas (Sinpol-AM) para participar de uma assembleia onde rejeitaram uma proposta do governador Wilson Lima de parcelar a úkltima parcela do escalonamento dos policiais, um direito que já estava previsto em Lei e que não é pago desde 2018. O presidente da entidade Jaime Lopes revelou que durante reunião com Wilson Lima foi proposta uma quantia insuficiente para pahgar a última parcela do Escalonamento.

Para os membros da corporação, a posição atual é de que a questão do escalonamento é algo inegociável para os policiais civis e por isso eles não aceitaram o parcelamento da parcela dessa forma, alegando que a mesma já faz parte de uma lei. Para os que participaram da assembleia, é esperada uma postura do governador que garanta os direitos dos membros.

“Em 2018, na eleição, o Wilson Lima foi até o Sindicato dos Policiais (Sinpol) e associações, onde ele se comprometeu com a categoria, pois já tínhamos uma lei de promoções e escalonamentos. Dividimos em quatro parcelas de 7,5% a 10% do salário da categoria, mas, até hoje, temos dificuldade em receber”, afirmou um investigador ao Radar Amazônico.

Os integrante da Polícia Civil revelaram também que o governador Wilson Lima não vem respondendo a Lei da Promoção para os investigadores e escrivães, por conta da não publicação de promoção, com os membros alegando notória resistência do Governo à evolução das carreiras, mesmo havendo decisão judicial que garante a ascensão funcional da classe.

Segundo o policial, a situação já parou na Justiça após o descaso. “Nossa promoção foi judicializada, inclusive pediremos multa pela demora. Hoje, R$ 80 milhões resolvem nosso escalonamento, bem como mais R$ 80 milhões pagariam nossas promoções. Com isso, sobraria apenas a reestruturação de carreira, que totalizam mais cerca de R$ 80 milhões, com custo final de R$ 240 milhões, que poderiam ser divididos, com custo próximo a R$ 2 milhões a mais por mês em um orçamento anual. Em meio a falas de que não tem dinheiro, Wilson Lima gasta R$ 204 milhões com membros do sistema prisional e mais de R$ 200 milhões em publicidade, enquanto a Polícia Civil fica esquecida“, afirmou o investigador.

Durante a assembleia, os integrantes que participaram do ato argumentaram que, após rejeitarem a proposta do governo, eles decidiram por publicar uma carta aberta à sociedade para explicar os “absurdos a que vêm sendo submetidos”, além da realização de uma carreata nos próximos dias que sairá da sede da Delegacia Geral (DG) até a sede do governo do Amazonas, no bairro da Compensa.