Polícia prende mulher que deu a luz a bebê e depois teria abandonado em cima de telhado, em Manaus

 

A equipe de investigação da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), prendeu em flagrante, na tarde desta terça-feira (26), uma mulher identificada como Adriana Lima da Cunha, de 23 anos, por aborto tentado e homicídio tentado. Ela quem deu a luz a um bebê recém-nascido, do sexo feminino, e posteriormente teria abandonado em cima do telhado de uma casa no bairro Alvorada, zona Centro-Oeste de Manaus.

A criança foi encontrada enrolada em um lençol, em cima do telhado de uma casa ao lado da residência onde a Polícia encontrou e prendeu a mulher. O bebê foi resgatado por policiais militares da 10a Companhia Interativa Comunitária (Cicom) que foram acionados pelos moradores do local.

A delegada titular da Depca, Joyce Coelho, informou que a equipe da especializada foi acionada logo após a verificação de um resgate de abandono de incapaz. Durante o trabalho de investigação no local, foi constatado um ‘rastro de sangue’ de uma casa para outra e, dessa forma os investigadores puderam concluir que a mãe da criança morava na casa ao lado onde realizou o abandono da recém-nascida.

Conforme a delegada, Adriana (mãe da criança) disse em depoimento prévio, que não sabia que estava grávida e, que ao sentir fortes dores, resolveu tomar um ‘chá’ resultando, horas depois, no trabalho de parto.

“A princípio ela alegou, em depoimento, que não sabia que estava grávida. Entretanto, essa afirmação logo foi descartada, porque ela afirmou ter tomado um medicamento para o alívio das dores que sentia. Ela disse, ainda, que mesmo se soubesse que estava grávida a gestação não batia com às 37 semanas diagnosticadas pelos médicos que atenderam a bebê. Mas, ao perceber que as informações não batiam revelou que teve um impulso provocado pelo desespero e abandonou a criança”, explicou a delegada.

Os policiais ainda confirmaram a versão de que os familiares de Adriana tinham desconhecimento total da gravidez dela e que, ao amanhecer, deram conta do sumiço da mulher que procurava ajuda em uma unidade hospitalar.

As investigações em torno do caso continuarão, pois a polícia também quer chegar em uma terceira pessoa envolvida no crime. Essa terceira pessoa teria indicado o medicamento tomado por Adriana para fazer o aborto.

Adriana será autuada em flagrante pelos crimes de aborto tentado e homicídio tentado. Ela segue sendo ouvida na sede da Depca e, após os procedimentos cabíveis, ficará à disposição da Justiça.

Quanto a criança, o estado de saúde dela é considerado estável, uma vez que ela deu entrada com escoriações e desidratação. Quando tiver alta, o bebê, ainda sem nome, seguirá para um abrigo.