Policiais denunciam: quartéis da PM foram transformados em comitês eleitorais

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Policiais militares, através de mensagens por e-mails ao Radar, denunciam que a Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), com autorização do próprio comando geral da PM, tem feito reuniões dentro dos quartéis, onde os policiais são obrigados a comparecer por ordens de seus próprios comandantes. Os policiais militares estariam sendo coagidos a participarem do processo eleitoral, não só votando, como saindo “à caça” de votos da família e dos amigos para o presidente afastado (em cumprimento à Lei eleitoral)  da APEAM, Platiny Soares e para o governador José Melo, candidato à reeleição.

“O presidente da APEAm, que inclusive a Procuradoria Geral Eleitoral fez pedido de impugnação do seu registro, está utilizando como pretexto as recentes conquistas dos praças junto ao governador, a exemplo das 1974 promoções dos praças da PM, Lei de Promoções, carga horária de trabalho reduzida, dentre outras.  Esta propaganda eleitoral nos quartéis está tão claro que é ordem publicada em Boletim Geral da PM que todos os comandantes devem receber os membros da APEAM em suas unidades, onde farão a propaganda do governo e do candidato Platiny Soares”, contam os policiais em nota enviada ao Radar.

Eles criticam o desrespeito com as normas internas da Polícia Militar. “Dias antes foi publicada toda uma norma institucional com vistas à isenção e idoneidade da Instituição Polícia Militar no presente pleito, entretanto, a ordem foi revista com objetivo de beneficiar tanto José Melo, quanto Platiny Soares cujo apoio desta associação de praças é de forma ostensiva e incondicional ao candidato da situação. No Boletim Geral 129 de 16 de julho de 2014, página 5743 contém toda uma normatização proibitiva de propaganda no interior das unidades da PM, entretanto, no Boletim Geral Nº. 136 de 25 de julho de 2014 da Corporação estão fazendo da Instituição um palanque político ao autorizar visita da comitiva da APEAM, nas unidades operacionais e administrativas e especializadas da capital e do interior”, informa os membros da corporação.

Os policiais demonstram que se sentem constrangidos com a situação que estão enfrentando dentro dos quartéis e com o desvio de função da existência da Polícia Militar. “Sempre nos orgulhos em fazer parte desta instituição que tem como lema Servir e Proteger. Estamos servindo a quem? E protegendo quem já que os quartéis viraram comitês eleitorais?” questiona um dos policiais. (Any Margareth)

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