Policiais realizam manifestação contra decisão que liberou suspeito de atropelar e matar sargento da PM

Após decisão que liberou o suspeito de atropelar e matar o 2° sargento da Polícia Militar Sérgio Ramos, as associações de Bombeiros e Policiais Militares do Amazonas resolveram convocar a categoria para uma carreata nesse sábado (17), até a Delegacia Especializada em Acidentes de Trânsito (DEAT). A ação visou cobrar um posicionamento do Governo do Amazonas, que segundo as entidades de classe, se mantém indiferentes ao caso.

“Temos que cobrar uma postura da cúpula da Segurança Pública para que a pessoa que atropelou o sargento Sérgio Ramos seja presa, para fazer justiça a família policial e a sociedade”, afirmou o presidente da ASSOAPBMAM, Sargento Pereirinha.

O presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), Gerson Feitosa acredita que a omissão do governo, da Secretaria de Segurança e do Comando da Polícia Militar, permitiu que o empresário Clóvis de Oliveira Maia Filho, apontado como condutor do veículo, ficasse mais de uma semana foragido e não fosse preso por assassinato.

“Temos que exigir que ele seja interrogado. Que ele sinta o peso da lei por ter matado um pai de família. O que ele cometeu foi um assassinato em via pública. Atropelou de forma covarde sem prestar socorro. Vamos cobrar justiça”, afirmou em vídeo de convocação para a manifestação.

Para o presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS), Cabo Igo Silva, a ação é uma demonstração de união em defesa da Polícia Militar. “Foi a Polícia Militar que foi assassinada. Amanhã não sairemos sem uma resposta do delegado do que será feito desse criminoso”, disse.

Entenda o caso

O sargento da PM Sérgio Ramos morreu após ser atropelado na Avenida Santos Dumont, no último dia 8. Ele estava em uma motocicleta quando foi atingido por um condutor em uma BMW. O motorista fugiu após o acidente sem prestar socorro.

Após uma semana, no dia 15 de fevereiro, o condutor do carro se apresentou à polícia. Segundo a Polícia Civil do Amazonas, ele vai responder, em liberdade, por homicídio culposo (sem intenção de matar).