Policial Militar que matou Manuela Otto é preso  

O cabo da polícia militar Jeremias da Costa Silva, principal e único suspeito de assassinar a professora e atriz Manuela Otto, foi preso na tarde desta quinta-feira (18). A polícia cumpriu mandado de prisão preventiva e encaminhou o suspeito para a sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) no bairro Jorge Teixeira, zona leste de Manaus.

A ordem de prisão foi expedida pelo Plantão Judicial, no final da tarde da última quarta-feira (17). Um dia após o delegado Charles Araújo, titular da DEHS, conceder entrevista afirmando que o suspeito, apresentou-se no domingo (14) acompanhado de seus advogados.

Relembrando o caso

O policial militar Jeremias e a atriz e professora Manuella entraram no motel “Minha Pousada”, localizado na avenida Sumaúma, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, por volta das 0h56 de sábado. Às 1h17, funcionários e clientes ouviram barulho de tiro que vinha da suíte onde os dois estavam. Às 1h34, Jeremias tentou fugir do local, mas os funcionários, ao ouvirem os tiros trancaram as portas do estabelecimento. Depois de ameaçar a funcionária do hotel com uma arma e não conseguir fugir, o cabo entra no carro e derrubou o portão, fugindo do local.

A Corregedoria Geral do Sistema de Segurança informa que abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) em desfavor do suspeito e que pede seu imediato desligamento da corporação.

Durante a conclusão do inquérito, Jeremias foi ouvido, mas ficou em silêncio. O policial se negou a mostrar as tatuagens em suas costas, uma das provas que o indicaria como autor do crime. No entanto, a equipe de investigadores da Delegacia de Homicídios conseguiu encontrar fotos de Jeremias sem camisa em um momento de lazer na praia.

Repúdio

Este caso foi alvo de repúdio por parte de vários seguimentos civis organizados, movimentos LGBTs e entidades de Direitos Humanos em razão do tratamento desumanizado que foi dado à vítima por sites de notícias em Manaus. A Associação de Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram) está acompanhando a investigação e apelou pela prisão imediata do assassino.

A equipe do Radar Amazônico publicou sobre a morte da atriz e professora Manuela Otto e como ela  foi destratada publicamente até pela própria investigação policial, ao ser retratada como “prostituta”.