Policial que disparou contra Daunte Wright é acusada de homicídio

REUTERS / Leah Millis / direitos reservados

A policial que baleou e matou um jovem negro durante uma briga, ocorrida após uma abordagem de trânsito de rotina no estado norte-americano de Minnesota, foi presa e formalmente acusada de homicídio culposo nessa quarta-feira (14).

Kim Potter, veterana com 26 anos de serviço que se demitiu da força policial de Brooklyn Center na última terça-feira, foi posta sob custódia e fichada na prisão do condado de Hennepin por matar a tiro o jovem Daunte Wright, de 20 anos, na tarde de domingo, disse o Órgão de Apreensão Criminal de Minnesota em comunicado.

Potter, de 48 anos, estava detida sem direito a fiança, segundo registros da prisão.

Wright foi parado no domingo devido ao registro vencido de um veículo. Policiais descobriram que existia um mandado de prisão contra ele, e Potter sacou a arma de fogo, ao invés da arma de choque, acidentalmente durante uma luta com Wright, que voltou para o carro, disse o chefe policial de Brooklyn Center, Tim Gannon, que também pediu demissão.

No vídeo da polícia, ouve-se Potter gritando um palavrão e, em seguida, “acabei de atirar nele”.

Para que ela seja condenada pela lei de Minnesota por homicídio culposo, os procuradores precisam mostrar que Potter foi “culposamente negligente” e que correu um “risco insensato” em suas ações contra Wright. A acusação implica pena máxima de dez anos de prisão e multa de US$ 20 mil.