Políticos amazonenses repudiam declaração de Ricardo Salles

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Após sugerir como solução para o desmatamento ‘parar de dar subsídios a fundo perdido para fabricar bicicleta na Amazônia e investir em biodiversidade e de bioeconomia’, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles foi duramente criticado por políticos amazonenses. Cada vez mais queimado com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Salles pode deixar o cargo nos próximos dias.

Para o senador Eduardo Braga (MDB/AM), o ministro está sugerindo uma solução totalmente contraria ao que vem sendo discutido no mundo, provando assim, todo o seu despreparo para o cargo.

“O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, criticou os incentivos à produção de bicicletas na Zona Franca de Manaus (ZFM). O mundo inteiro se movimenta em direção aos meios de transportes alternativos e não poluentes, como as bicicletas. Porque não podemos produzir e exportar esse produto? O ministro está equivocado e demonstra falta de conhecimento em temas básicos. Vamos ao presidente Bolsonaro apelar para que bote ordem em seus subordinados para que não causem mais prejuízos ao Brasil e aprendam a respeitar os verdadeiros guardiões da floresta”, informou Braga.

Já para o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), as declarações do ministro envergonham Bolsonaro. Além disso, o ex-prefeito de Manaus atacou afirmando que Salles não passa de um ‘pobre coitado acostumado com São Paulo’.

“O ministro (Salles) não entende nada de nada. Ele não sabe diferenciar subsídio de incentivo fiscal. Governo Federal não coloca dinheiro aqui. Para o empresário conseguir o subsídio, tem que fazer muito coisa. É um processo complexo. É bem diferente do incentivo fiscal. Ele (Salles) é um pobre coitado que já vai ser demitido e fica se metendo onde não é chamado. Eu repudio. Ele não conhece nada de Meio Ambiente e da Amazônia. Ele é um pobre infeliz acostumado com a Avenida Paulista”, concluiu Serafim.