Políticos em pé de guerra!

Será que já entramos em contagem regressiva para o período eleitoral? Ou será que é tanta barbaridade que anda sendo feita no setor público que os políticos decidiram se indignar e partir para denunciar essas coisas? Só sei que o “pau tá cantado na casa de Noca”. O deputado Marcelo Ramos (PSB) que a gente achava que estava muito Marcelinho paz e amor, em constantes reuniões com o governador Omar Aziz,  de quem sempre foi crítico contumaz, decidiu descer a peia na Secretaria de Estado da Educação (Seduc), colocando em suspeição licitação realizada pela secretaria, ao dizer que houve direcionamento da regras do edital para beneficiar a Escola Multimeios, exatamente a empresa que ganhou o certame de R$ 27 milhões.

Superfaturamento

Pelo mesmo caminho, se enveredou o deputado José Ricardo Wendling (PT) que vai solicitar Auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE), bem como ingressar com representação no Ministério Público do Estado (MPE), em contrato supostamente superfaturado firmado entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a empresa Parintur Hotéis e Turismo Ltda., no valor de R$ 2,2 milhões, para serviços de aluguel de ônibus e diárias em hotéis nos Jogos Escolares do Amazonas (Jeas/2013). O evento é realizado todos os anos pela Seduc e pela Secretaria de Estado da Juventude, Esporte Lazer (Sejel). E, imagina, que empresas que tinham preços bem mais em conta foram desq ualificadas sem nenhuma razão plausível.

Interesses

E o deputado Luiz Castro (PPS) disse que, baseado nas impressões que teve das visitas feitas a municípios do interior do Estado, ficou claro para ele que a precariedade em determinadas cidades “é fruto da sobreposição dos interesses políticos dos gestores sobre o interesse público”. Trocando em miúdos, têm muitos profissionais que poderiam contribuir e muito para avanços nos serviços públicos, mas são perseguidos e discriminados porque faziam parte do grupo do adversário político do prefeito que foi eleito, nas eleições do ano passado. “O que mais impressiona é que essa mentalidade é atrasada, autoritária e coronelista, sendo praticada até mesmo por gestores que possuem ensino superior”, disse Castro em tom veemente.

Cobrando respeito

E os vereadores Marcelo Serafim (PSB), Álvaro Campelo (PP) e Hiram Nicolau (PSD), decidiram entrar com uma ação na Agência Nacional de telecomunicações (Anatel), pedindo a suspensão das vendas de novas linhas pela Operadora Vivo. Já é um avanço, não é mesmo?, já que é um absurdo a operadora Vivo estar com o sistema sobrecarregado, e continuar ganhando dinheiro dos cidadãos amazonenses, vendendo linhas telefônicas aos montes,  prestando um serviço de péssima qualidade.