Polo Industrial de Manaus deve terminar o ano com faturamento de US$ 24,5 bilhões, aponta Fieam

O faturamento do Polo Industrial de Manaus (PIM) deverá ficar este ano em torno de US$ 24,5 bilhões, com queda de 4,56% na comparação com 2017, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam).

Durante reunião conjunta entre a Fieam e o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM), o presidente da Federação, Antonio Silva, afirmou que houve uma elevação de 10,6%, tendo em vista o valor estimado de R$ 90,79 bilhões de faturamento. “Apesar dos resquícios da recente crise econômica enfrentada pelo país, o Polo Industrial de Manaus, em 2018, obteve desempenho que podemos avaliar como equilibrado, se considerarmos os inúmeros obstáculos superados no transcorrer de todo o ano. Um dos principais entraves para toda a economia do país, e em particular da Zona Franca (ZFM)”, disse.

Segundo ele, a recuperação da atividade industrial, que era lenta, piorou no segundo semestre do ano, mostrando queda de 2,5% na produção industrial de todo o país. Para ele, a atuação do setor produtivo exige atenção redobrada em especial na manutenção dos pilares do Sistema Indústria e na intransigente defesa das garantias constitucionais da ZFM.

“Em termos de ajuste fiscal, que contamos com o necessário apoio da classe política, especialmente no setor previdenciário, outra importante mudança – e esta muito nos interessa por envolver incentivos fiscais – é a reforma tributária. Precisamos de uma aproximação efetiva com a bancada do Amazonas no Congresso Nacional, desta forma poderemos prosseguir em prol da defesa dos pontos sensíveis que poderão afetar as vantagens comparativas do nosso modelo de desenvolvimento”, explicou Antonio Silva.

Para o presidente do Cieam, Wilson Périco, a própria inovação tecnológica vai fazer com que os produtos que hoje são produzidos com maior valor agregado, demandem menos mão de obra, portanto mesmo que o faturamento aumente, a questão social será preocupação do Estado.

“Longe de ter sido um ano fácil, mas é um ano que estamos começando a respirar ares melhores e resultados também melhores, comparados com períodos passados, porém estamos longe do melhor do polo industrial, a média do polo hoje está em torno de 50% da sua ocupação, em termos de capacidade instalada em todos os segmentos”, destacou Périco.

Modernização da legislação

A reunião contou com a presença do governador eleito, Wilson Lima (PSD), para o presidente da Fieam pediu a modernização da legislação da política de incentivos fiscais do Estado como passo importante para continuidade da atração de investimentos, especialmente para uma nova indústria que acentua a convergência tecnológica em produtos de elevada qualidade, inclusive nos processos produtivos.

Lima garantiu que está 100% dedicado a conhecer o funcionamento da máquina pública para realizar um bom governo e que sabe da importância do desenvolvimento econômico, geração de emprego e renda para melhora de todos os segmentos como segurança pública, saúde e educação. “Irei manter sempre essa boa relação com vocês e os demais segmentos que geram riqueza nesse estado, para que a gente possa resolver juntos problemas graves existentes no estado”, pontuou.

Com informações da assessoria da Fieam.