Pólo Naval atrai empresa da Holanda buscando parceria com empresários locais

CONSTRUÇÃO DE BARCOS

A empresa holandesa Damen Shipyard, especialista em construção e reparação de veículos náuticos, procurou o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Naval de Manaus (Sindnaval), Matheus Araújo, na manhã de hoje, para buscar uma parceria comercial com os estaleiros sediados na capital. Os representantes vieram à cidade atraídos pelo desenvolvimento do polo naval amazonense, que é o segundo maior no Brasil e pela possibilidade da construção de uma sede em Manaus com a instalação da área exclusiva do Polo Naval.

A obra está em andamento desde 2006 e tem como coordenadores os governos federal e estadual, mas foi idealizado na década de 1980 pelo empresário Marcilon Araújo, pai de Matheus Araújo. A área escolhida para a obra abrange cerca de 30 quilômetros da margem do Lago do Puraquequara, na Zona Rural de Manaus, próximo à comunidade de Jatuarana.

Na reunião de hoje, os executivos Damen Rutger Dolk (Gerente Comercial), Bram Kouters (Gerente de Tecnologia) e Marina Saconat (Suporte de Vendas) informaram que a intenção inicial da empresa é conhecer a estrutura dos estaleiros do Estado para apresentar a proposta de parceria tecnológica.

“Temos um grande respeito pelo povo da Amazônia e seu trabalho. Não queremos nos aproveitar, queremos uma parceria comercial onde todos possam ter seus anseios atendidos. A Damen vê no Amazonas uma grande capacidade de desenvolvimento. Não queremos fazer montagens, queremos produzir embarcações junto com os empresários do Amazonas”, afirmou Marina, que é mineira, mas trabalha na Damen, na Holanda.

O presidente do Sindnaval afirmou que o interesse de empresários estrangeiros em parcerias comerciais com estaleiros do Amazonas vem aumentando nos últimos anos. “Temos uma grande capacidade de produção e somos referência em construção de barcos. Isso atrai interesses de empresas de todo o mundo. Apesar de ser importante para o desenvolvimento, precisamos analisar a viabilidade econômica para o Estado”, afirmou.

Matheus Araújo e a diretora do Sindnaval, Miriam Araújo, se comprometeram em apresentar os representantes da Damen a proprietários de estaleiros do Amazonas e leva-los para conhecer os técnicos da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) que estão responsáveis pelo projeto do Polo Naval. “É importante que todos entendam a dimensão econômica que tem o Polo Naval e possam ser grandes apoiadores desse importante projeto”, disse Miriam.

O polo naval registrou um faturamento de US$ 800 milhões no ano passado. O setor emprega, atualmente, 14 mil trabalhadores, entre empregos diretos e indiretos. Com a construção do novo Polo Naval, a ideia é dar emprego a pelo menos 30 mil pessoas.