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Ponte do Abial: empreiteira recebeu quase R$ 7 milhões por uma obra que não existe

A líder do MDB na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), deputada Alessandra Campêlo, trouxe à baila um dos escândalos do governo Melo, cassado e preso por corrupção, para o qual até hoje não houve qualquer resposta, punição de culpados ou devolução dos milhões que saíram dos cofres públicos para a empreiteira Vila Engenharia.

O contrato foi firmado em 2013 e o prazo para entrega da obra era de 180 dias, ou seja, seis meses. E lá se vão quase cinco anos sem que a obra saia do papel. No local, o que existem são estacas de onde já deveria haver uma ponte.

A única coisa que mudou foram os seguidos aditivos de tempo fazendo acreditar que a construtora ainda iria fazer a Ponte do Abial e justificando os pagamentos, num total de quase R$ 7 milhões sem que nada fosse construído até hoje.

“Esse caso é antigo e eu falo desde o início do mandato. A Ponte do Abial é um caso emblemático porque até hoje os culpados não foram punidos e o povo fica sem saber o que vai acontecer com o dinheiro público. Foram mais de R$ 20 milhões de contrato, boa parte desse contrato foi paga, quase R$ 7 milhões, e a ponte não existe, pois são apenas algumas estacas”, concluiu Alessandra.

Demandas

Alessandra Campêlo também trouxe à tribuna da Assembleia Legislati demandas da população de Tefé como saúde, infraestrutura, transporte escolar, apoio à produção rural, habitação e concursos público.

Ela contou que esses questões chegaram ao seu conhecimento através do presidente da Federação Ligas e Comunidades de Tefé, Eneias Almeida, no último mês. Segundo Alessandra, todos os pedidos vão se transformar em requerimentos para os órgãos competentes.

“Quando esteve aqui o Eneias trouxe várias demandas, como falta de medicamentos, o asfalto que ainda não chegou à cidade, o transporte escolar e o transporte para escoar a produção rural. Tem também a retomada do programa Minha Casa Minha Vida, reforço na segurança pública, que é um problema verificado em vários municípios”, relatou Alessandra.

Além disso, a deputada afirmou que trataria com a prefeitura e o Ministério Público Estadual sobre a devolução do dinheiro das pessoas que se inscrevem no concurso público anunciado pela gestão anterior e que acabou não acontecendo. “As pessoas fizeram as inscrições no valor de R$ 100, R$ 80. Foram milhares de inscritos, o concurso não aconteceu e a prefeitura não devolveu o dinheiro da inscrição para essas pessoas. A gente vai cobrar isso também”, afirmou a deputada.