População de Manacapuru faz um protesto atrás do outro

O município de Manacapuru (103 km distante da capital) vive, deste o último fim de semana, um cenário de protestos. Todos com a população revoltada, bloqueando as vias, queimando colchões e pneus.

Revoltados com a poluição do rio que corta o município, os donos de sítios e balneários particulares daquela região protestaram denunciando que uma fazenda de criação de pescado do deputado estadual Orlando Cidade (Podemos) está deixando a água toda poluída. Segundo os manifestantes a cor da água está ainda mais escura com os resíduos que saem da fazenda do parlamentar, registrada como Cooperativa dos Piscicultores, Aquicultores, Produtores Rurais e Extrativistas do Amazonas (Cooperpeixe).

O proprietário do balneário Cirandeira Bela, Froylan Robson Ataíde, contou que além da poluição do rio, a fazenda do deputado também está acarretando outros prejuízos como o desmatamento de uma área de aproximadamente 500 campos de futebol.

“Essa fazenda só tinha 36 tanques, mas construíram mais 100 e objetivo deles é chegar a 500. Eles aumentaram as barragens e quando chove jorra toda a lama para o rio. Já passamos por isso há anos, mas agora deu uma parada. Espero que eles sigam as normas dos órgãos ambientais”, afirmou.

Apesar dessa ter sido uma das maiores manifestações, o primeiro protesto ocorreu nesse sábado (16), quando um grupo formado por donos de caminhão e caçamba denunciou que já está há quatro meses sem receber o pagamento referente à coleta de lixo do município que, segundo moradores, já está com cheiro insuportável e pode acarretar até em problemas de saúde.

Nessa segunda-feira (18), um grupo de comunitários de Novo Airão protestou contra as ações da empresa Exata Cargo Ltda. Os comunitários afirmam que o dono dessa empresa, Manoel de Paiva Rocha, está tomando os terrenos dos moradores das proximidades dos municípios de Manacapuru e Novo Airão.