Por 10 votos, maioria governista arquiva impeachment do governador e do vice

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Foto: Reprodução

O arquivamento do processo de impeachment do governador Wilson Lima(PSC) e seu vice, Carlos Almeida (PTB) só obteve um voto contrário – Wilker Barreto (Podemos), durante a sessão da Comissão Especial de Impeachment, realizada nesta sexta-feira (31). Por 10 votos favoráveis ao relatório do deputado Dr. Gomes, relator da Comissão de Impeachment, a bancada de apoio ao governador Wilson Lima no Poder Legislativo decidiu pelo arquivamento. Quatro deputados se abstiveram de votar e dois estiveram ausentes.

O deputado Dr. Gomes passou cerca de uma hora e meia lendo o relatório de 33 páginas, com as denúncias apresentadas – apontam improbidade administrativa e crimes de responsabilidades – assim como a defesa dos acusados, Wilson Lima e Carlos Almeida e seu voto na posição de relator.

Após a leitura integral do documento, Gomes declarou o voto a favor da rejeição da denúncia e pelo arquivamento do processo. A alegação feita pelo parlamentar é que as denúncias não são adequadas, apontando que elas possuem “defeitos de natureza técnica que dificultam a compreensão”.

“Esta relatoria entende que, os fatos ocorridos descritos na denúncia não são suficientes para deflagração de um processo de impeachment contra o governador e vice-governador, eleitos pelo voto popular. Não basta a menção de fato soltos sem a descrição das condutas praticadas”, disse o parlamentar. Assim, a relatoria entende que as alegações foram contestadas de modo satisfatório e convincente pelos denunciados”, finalizou.

Em seguida, os dezessete membros da comissão abriram votação para acatar ou não a decisão do relator.

Na ocasião dez deputados votaram a favor da relatoria: Cabo Maciel (PR), Belarmino Lins (Progressistas), Therezinha Ruiz(PSDB), Joana Darc (PL), Roberto Cidade (PV), Saullo Vianna (PRTB), Doutor Gomes (PSC), Alessandra Campêlo (MDB), Adjuto Afonso (PDT) e Carlinhos Bessa (PV).

Um dos embasamentos do voto a favor do relatório foi o de que “não existem provas diretas contra o governo”, afirmado pela deputada Therezinha.

Os deputados Fausto Júnior (PRTB), Felipe Souza (Patriotas), João Luiz (Republicanos) e Delegado Péricles (PSL) se abstiveram do voto.

Wilker Barreto foi o único a votar contra o arquivamento, justificando que o tempo de intervalo entre a publicação do relatório e a sessão era muito curto.

Além disso, apontou que a desconsideração da série de denúncias relatadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde e pela Operação Sangria (realizada pela Policia Federal) no documento não justificaria a falta de responsabilidade dos parlamentares que votaram a favor.

“A votação de hoje emplaca o distanciamento deste poder com a sociedade. A esperança do povo não será mais investida nesse poder”, finalizou Wilker.

Dois parlamentares não participaram da votação. Sinésio Campos (PT) não conseguiu votar por problemas de conexão de internet e Dermilson Chagas (Podemos) que estava de licença médica.