Por causa de arrastão em terminal da Global, moradores da Colônia Antonio Aleixo ficam sem ônibus

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Ônibus da Global parados na garagem

O diretor da Associação dos Moradores e Amigos do Complexo da Colônia Antônio Aleixo, Israel Dourado, e o presidente da associação, Cleudo Assunção, entraram em contato com o Radar neste domingo (09) para denunciar que os moradores do bairro ficaram sem transporte público durante todo o dia de hoje, e não há previsão de retorno para que os ônibus voltem a circular. Os motoristas e cobradores da empresa decidiram cruzar os braços alegando risco de vida por falta de segurança, após assaltantes terem feito um arrastão, no início da manhã de domingo, por volta das 6hs, no terminal de ônibus da empresa, linhas 604 e 085. Os representantes dos moradores também denunciaram o descaso da empresa e da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) para com os cidadãos do bairro. “Estamos na garagem da empresa e não tem ninguém da direção sequer para dar uma satisfação. Só está o despachante confirmando que os motoristas e cobradores decidiram parar de trabalhar e não tem previsão de retorno”, conta Israel Dourado que junto com Cleudo Assunção foram a garagem da Global, localizada na Bola do São José, ao lado do T5  – corresponde a empresa Vitória Régia de antes, que só mudou de nome pra poder continuar no sistema prestando os mesmos péssimos serviços com a devida concessão da Prefeitura de Manaus

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Cleudo Assunção (do lado esquerdo da foto) conversa com motoristas e cobradores da empresa.

Israel informou que eles também tentaram contato com a SMTU através do diretor de transporte, Waldir Frazão, que não se dignou nem a atender ao telefone, assim como também não havia na SMTU nem uma pessoa responsável – ou seria melhor dizer irresponsável – para dar esclarecimentos à população.  “Entendemos a preocupação dos trabalhadores porque não só eles, como toda a comunidade da Colônia Antonio Aleixo, está sem segurança a mercê dos bandidos. Em média são três assaltos por mês no transporte do bairro. Mas, os moradores não podem ser penalizados duas vezes, sem segurança e ainda sem transporte. Se alguém passar mal não tem nem como se deslocar para um pronto-socorro porque não tem ônibus. Isso é um desrespeito com o povo”, reclama Israel. Ele explicou que nesta segunda-feira (10) pretendem ir à Prefeitura tentar falar com o prefeito e ir à Secretaria de Segurança para ver qual a solução que pretendem dar ao problema já que os funcionários da Global dizem que não retornam ao trabalho sem que haja segurança. “Como vocês dizem aí no radar essa é a Manaus da Copa?”, questiona.

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Despachante da Global (camisa azul) diz ao presidente da associação que não existe previsão de retorno dos ônibus