Por que esculhambas o Congresso Nacional, mano?

Estamos vivendo tempos de muita confusão de sentimentos e opiniões nesse País, infelizmente. E, como falei agorinha para um dos meus companheiros de redação do Radar, nunca usei tanto fone de ouvido na minha vida e nem gostava desse objeto porque amo socializar com outras pessoas. Porém, não dá pra ouvir certas coisas sem se estressar! O que mais se ouve é gente destilando veneno contra os políticos e esculhambando o Congresso Nacional, mas com palavras fora de contexto, sem qualquer explicação lógica, frases muito parecidas com as que se lê no WhatsApp nas campanhas de ódio dos bolsonaristas contra o Congresso ou nos discursos sem nexo do presidente Messias Bolsonaro contra os políticos do País – como se ele e seus filhos não vivessem de política.

E, apesar de não morrer de amores por políticos e seus jogos de poder, fico pensando cá com meus botões toda vez que ouço alguém esculachando o Congresso Nacional: será que esse ser humano que está falando, não conseguiu sequer ler em algum lugar que as reformas do presidente Messias Bolsonaro só não foram mais cruéis para os mais pobres e parte da classe média que tem a mania se achar rica, exatamente por causa da existência do Congresso Nacional?

É só lembrar que, por causa do Congresso, o trabalhador ainda terá direito ao abono salarial que o governo do Messias Bolsonaro só queria pagar para os trabalhadores que recebessem até um salário mínimo. Não há qualquer explicação para tal medida por parte do governo já que esses recursos já estão destinados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) exatamente para esta finalidade.

Se não fosse o Congresso, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) previsto em Lei e destinado a idosos e deficientes físicos em situação de pobreza, que não têm condições de se manter, passaria de um salário mínimo para quatrocentos reais, praticamente sentenciando a morte os idosos mais pobres desse País – esses caras de pau ainda têm coragem de falar em Deus. O Congresso manteve o BPC nos moldes atuais.

E ainda pelas mãos dos homens e mulheres do Congresso Nacional, eleitos por mim e por cada cidadão desse país, é que a pensão por morte destinadas as viúvas e suas famílias não vão valer menos que um salário mínimo, como queria o governo de Messias Bolsonaro.

Poderia ficar horas e horas escrevendo aqui sobre o antes e o depois da Reforma da Previdência de Bolsonaro passar pelo Congresso Nacional, mas me alongaria demais. O resumo dessa história é que a chamada reforma pé na cova de Bolsonaro, seria muito pior sem a existência do Congresso Nacional – era melhor chama-la de “tu tá é morto”.

E, bom lembrar, que vem aí mais um pacote de maldades do presidente Messias Bolsonaro – o chamado Pacote Verde Amarelo – que mexe no FGTS do trabalhador e no seguro desemprego do trabalhador, por exemplo. E, mais uma vez, só quem pode mudar é o Congresso Nacional. Vai continuar esculhambando?