Povos indígenas farão apresentações em espaços da Secretaria de Cultura

Nesta sexta-feira (9), acontece o projeto de circulação musical “Sonora Brasil Sesc” com programação nos espaços da Secretaria de Estado de Cultura (SEC). Em sua 22ª edição, o Sonora traz o tema “A Música dos Povos Originários do Brasil”, com apresentações gratuitas de grupos de povos indígenas de diversas regiões do país.

Confira a programação, que será realizada no Teatro da Instalação e Teatro Amazonas, em Manaus, e no Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, em Parintins:

Grupo Dzubucuá e grupo Memória Fulni-ô

Nesta sexta-feira (09/08), às 19h, no Teatro da Instalação, e no domingo (11/08), no Liceu Claudio Santoro em Parintins (Sala Multiuso, 5º andar), também às 19h, serão realizadas as apresentações dos grupos Dzubucuá, do povo Kariri-Xocó, e Memória Fulni-ô, do povo Fulni-ô.

No repertório, além dos torés, estão os rojões, que já fazem parte da tradição musical deste povo e são um reflexo do trabalho nas fazendas e da dinâmica de trocas culturais ocorridas na região. As letras cantadas em português possibilitam conhecer um pouco da história do povo, falando do cotidiano dos indígenas nas colheitas, ou trazendo sincretismos religiosos e remetendo ao tempo da colonização quando eram obrigados a praticar suas tradições secretamente.

Grupo Wagôh Pakob e grupo Byjyyty Osop Aky

No palco do Teatro da Instalação, neste sábado (10/08), às 19h, e no Liceu de Parintins, no dia 12 de agosto, às 19h, o projeto Sonora Brasil reúne os grupos Wagôh Pakob, do povo Paiter Surui, e Byjyyty Osop Aky, do povo Karitiana.

A música tradicional do povo Karitiana, também situado em Rondônia, é fortemente relacionada ao sagrado. Os anciãos são enfáticos nas orientações sobre a execução dos cânticos, que falam de  proteção e da aplicação de remédios pelo pajé, e devem ser cantados sempre da mesma forma e sem os instrumentos de sopro.

Grupo Wiyae

O grupo Wiyae, que significa canto na língua Tikuna, foi criado especialmente para o projeto Sonora Brasil e se apresenta no Teatro Amazonas, no dia 12 de agosto, às 20h, e no Liceu de Parintins, no dia 14 de agosto, às 19h.

No repertório, além de músicas do povo Tikuna, estão composições próprias e músicas de outros povos indígenas recolhidos em pesquisas, que serão apresentadas a partir de recriações e arranjos artísticos.

Grupo Teko Guarani e Nóg Gã

No dia 13 de agosto, no Liceu de Parintins, às 19h,  apresentam-se os grupos Teko Guarani, do Povo Mbyá-Guarani, e Nóg Gã do povo Kaingang.

O grupo Nóg Gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul. A população é composta atualmente por, aproximadamente, 30 mil pessoas que vivem em cerca de 30 diferentes áreas nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Durante a apresentação realizada no Sonora Brasil, os Kaingangs utilizarão as lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas.

Sonora Brasil

Considerado o maior projeto de circulação musical do país, o ”Sonora Brasil” realiza aproximadamente 450 concertos por ano, passando por mais de 100 cidades, a maioria distante dos grandes centros urbanos. O projeto tem como objetivo difundir a diversidade da música brasileira a partir de recortes temáticos que abordam aspectos de seu desenvolvimento, com especial atenção à música de concerto e à música de tradição.

Com informações da assessoria da SEC.