Pra ficar longe do “olho do furacão”, Amazonino quer fora do Governo citados na Maus Caminhos

Quando se trata de “Maus Caminhos”, o governador do Estado não está pra amor não! Amazonino está mais pra cruz credo e vade retro – sinônimo de arreda-te, passa fora, pego o beco, ou coisa dos gêneros. Foi assim que uma fonte do Radar definiu a ordem dada pelo governador de que os citados, seja de que jeito for, na Operação Maus Caminhos e seus desdobramentos, como a “Custo Político” e “Estado de Emergência”, devem pedir pra sair da sua administração ou ele mesmo dá uma canetada pra tirar dos cargos estatais.

E esse teria sido, segundo a fonte, o real motivo para que o advogado Lino Chixaro, após seis anos à frente da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás), tenha pedido exoneração do cargo de presidente, meses antes de acabar o seu mandato que só terminaria em abril desse ano. Lino Chixaro entregou seu pedido de exoneração justificando publicamente “motivos pessoais” e que iria “se dedicar exclusivamente ao seu escritório jurídico”.

Mas, conforme explicou o interlocutor do Radar, o caso passaria mesmo é pelas escutas da Polícia Federal, principalmente aquelas que já se tornaram de domínio público. Em uma delas, Mouhamad, apontado como cabeça de um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 120 milhões da saúde pública, liga pra empregada de sua casa e manda preparar o café da manhã e diz: “Quem vai ‘praí’ é o Lino e o Pedro” – identificados na investigação como o então secretário Pedro Elias e o advogado Lino Chixaro.

Em outra escuta, Lino Chixaro aparece orientando Mouhamad como deveria fazer para interferir na pauta de julgamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), no intuito de retirar da pauta um dos processos de auditoria na área de saúde que atingiria a ele (Mouhamad), os secretários de Saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias e, consequentemente, o Governo do Estado como um todo.

Diz a fonte, que essas não são as únicas escutas em que Lino Cixaro aparece e que o advogado não é o único “personagem” pego pela PF com transito livre por governos passados. E que ele é apenas a primeira “baixa” no atual Governo, outras virão.