Prefeito acha imprópria a postura do presidente Bolsonaro em relação a vitória de Biden

Foto: Mário Oliveira – SEMCOM

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, criticou a forma como o presidente do Brasil, Messias Bolsonaro, tem reagido a vitória do democrata Joe Biden como presidente dos Estados Unidos. Arthur classificou de imprópria a postura de Bolsonaro e voltou a criticar nesta segunda-feira (09), a política do governo federal nas áreas de Meio Ambiente e Relações Internacionais.

O prefeito de Manaus, que parabenizou, por meio de suas redes sociais, o novo presidente eleito dos Estados Unidos da América, Joe Biden, poucas horas depois do anúncio de sua vitória, também disse não compreender o motivo do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ainda não ter emitido mensagem oficial ao democrata americano e nem ter reconhecido a vitória de Biden

“É impróprio, é ingênuo o presidente Bolsonaro insistir na lealdade ao derrotado Donald Trump, criticou. Arthur também disse que a vitória de Biden é uma oportunidade para que o presidente Bolsonaro reveja sua maneira de governar sobre as questões ambientais, o que deixaria o Brasil em alta conta aos olhos do novo presidente dos Estados Unidos e dos demais líderes mundiais.

Para Arthur, os ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo deveriam ser demitidos. Arthur considera que Ricardo Salles exerce uma administração desastrosa atacando o meio ambiente ao invés de preservá-lo.

“Além do ministro de Relações Exteriores, ele [Bolsonaro] deveria também demitir o ministro de Meio Ambiente [Ricardo Salles]. Este é o momento de oportunidade para o governo Bolsonaro mudar a desastrosa política ambiental e compreender que a maior garantia para a soberania nacional sobre a Amazônia é o governo exercitar uma governança de excelência”, disse Virgílio.

O prefeito de Manaus, logo após a vitória de Biden sobre Donald Trump, declarou que tinha sido uma vitória da democracia sobre o autoritarismo e do bom senso contra a demência. “É uma vitória que prenuncia, enfim, muitas mudanças em muitos países, pela própria influência que os Estados Unidos da América exercem sobre o mundo, inclusive no Brasil”, finalizou Arthur Virgílio.