Prefeito, avião, leite e panos de bunda

“E depois de aparecer em matérias (e fotos) ao lado de um monomotor que caiu na Estrada do Turismo, no bairro do Tarumã, e posar para as fotos com uma lata de leite na mão” , agora é a vez do prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB) surgir  em matérias, fotos e áudio (porque desta vez o maior apelo de marketing está no discurso) dizendo a um representante da Manaus Ambiental, que esteve no local do rompimento da adutora, em alto e bom som (meio aos gritos pra todo mundo ouvir é lógico) que : “Se vocês não resolverem esse problema de forma definitiva, peguem seus pano de bunda e vão embora de Manaus”.

Pé na bunda

Mas, nós aqui do Radar estamos a fim de dar uma sugestão ao Excelentíssimo Sr. Prefeito de Manaus, Artur Neto: “Será que dá pra tocar os panos de bunda pelo pé na bunda dessa empresa pra que ela nos deixe em paz. Até porque querer que eles peguem os panos de bunda e vão embora de Manaus, é querer demais.

Fala sério!

E Artur raivoso declara para o representante (aqueles assessores pagos pra levar esculhambação de prefeito irado) da empresa Manaus Ambiental sobre os problemas causados às famílias que moram no local onde a adutora rompeu : “Eu não quero brincadeira com essas pessoas”. E um amigo gaiato aqui do pessoal do Radar, que mora lá pelas bandas da adutora, na Compensa, comenta: “Será que já inventaram alguma brincadeira de ficar atolado na lama até o pescoço?

Mais uma análise

E só o que se lia no dia de ontem, sem excessão, nos sites de notícias da cidade, é o prefeito dizer que estava “analisando a possibilidade de quebra de contrato com a Manaus Ambiental”. Já vimos isso antes, com as administrações municipais anteriores, a tal da análise da análise, que leva a uma outra análise, em busca de uma possibilidade…..

Domingo de cão

E, enquanto isso, na Manaus da Copa, o domingo foi daqueles do filme “Um dia de Fúria”, onde a gente só não enlouquece e sai atirando, e tirando a raiva em quem vem pela frente, como faz o protagonista (Michael Douglas) do filme, porque somos da paz, e temos esse costumeiro humor brasileiro que serve de válvula de escape pra gente “matar” a raiva. Começou o dia  com o rompimento da adutora, e  aí faltou água, e depois passou a ter quedas de energia elétrica, e aí ficamos sem sinal de internet, de TV a cabo e até o telefone ficou mudo. E no final da tarde a energia elétrica foi embora de vez, e entramos pela noite na escuridão. E pra não ter um ataque de raiva e passar o tempo, o negócio foi se reunir em volta das luzes das velas e fazer graça da nossa desgraça, e da cara dos caras que nos colocaram nessa situação. E nós ainda votamos neles!