Prefeito cria mais uma frase de efeito, enquanto Manaus continua sem jeito

O Radar nem se deu ao trabalho de ir ao local onde rompeu a adutora da Manaus Ambiental. Pra quê? Mesma adutora rompida há dois meses, mesmo local (rua das Flores no bairro compensa 2), mesmo número de residências inundadas (87 imóveis segundo a própria Defesa Civil da Prefeitura), mesmo desespero das famílias que perderam o pouco dos bens móveis que ainda tinham na vida. O mesmo de sempre.

Inclusive, a  mesma empresa, que já foi Cosama (Colama segundo o bom humor popular que é a única coisa que ainda resta para nos salvar de morrermos de raiva), virou Águas do Amazonas e hoje é Manaus Ambiental. Mudou de nome, mas é a mesminha de antes. E esta mesma empresa passou por Amazonino prefeito, Serafim Prefeito, e agora está com Artur prefeito, levando esculhambação (estamos nos dando a licença “poética” de escrever palavras chulas já que o prefeito nem pediu licença de dizer pra empresa juntar seus “panos de bunda”), um jogo de cena oficial, com palavras de efeito, que nunca dão jeito no sofrimento diário de um povo que já anda cansado. E, bom lembrar que aqui no Radar a gente também é povo, já que em algumas matérias parece até que o repórter vive numa “bolha” onde não é atingido por nada.

Como diz no livro dos livros, a Bíblia, que vira e mexe é usada pelos homens públicos para demonstrarem o seu Poder divino, “não existe fé, sem obras”. E não temos mais nenhuma fé nesse discurso repetitivo, sem “obrar” (não levar em consideração significado pejorativo) mudanças. A gente é caboco (licença poética de novo já que sabemos que o certo é “caboclo”), mas não é besta. A cabocada (o mesmo que caboclada) aqui do Radar, que ainda não perdeu o costume de raciocinar, avaliou o discurso. “Essa empresa está prestando um péssimo serviço”, diz o prefeito, descobrindo a pólvora – ele só viu isso agora?.

“Esse contrato foi feito pra malandro ganhar dinheiro”, discursa Artur. E cá com nosso radar, questionamos: “Então Artur está chamando os ex-prefeitos Serafim Correa e Amazonino Mendes de malandros já que foram eles que refizeram contratos com a empresa “camaleão” que só trocava de nome? E se eles são malandros porque o prefeito aceitou o apoio dos dois ex-prefeitos, um informalmente (Amazonino) e o outro formalmente (Serafim), este segundo, inclusive, continua sendo seu “cabo eleitoral” até hoje.

E, já que a malandragem o revolta tanto, por que não acaba com ela? E acrescenta Artur, com cara de indignação e discurso de quem tá p… da vida, (e mais uma vez vestindo seu traje de operário de quando vai vistoriar obras e sinistros): “Essa cidade que eu herdei, é uma cidade esburacada, complicada, onde parece que aconteceu uma guerra”. E nosso radar pergunta: “Mas não foi esse o argumento usado (sobre Manaus) durante a campanha politica? E se dizia, não era porque sabia? E se sabia, porque não dá um jeito, já que venceu a “guerra” pra ser prefeito.

Basta de foto, imagens, e discurso de avião que caiu, leite do meu filho que é vendido, e adutoras que se rompem, uma pela segunda vez, mas a quinta em cerca de um ano. Já que sabemos que eles não vão, de jeito nenhum, juntar os “panos de bunda” como mandou Artur, e ir embora, façam alguma coisa pelo amor de Deus, porque ficar sem água, em pleno domingo, e ver cidadãos que perderam tudo, por causa de gente (empresário) que perdeu a vergonha, enche o saco – licença poética novamente.

(Any Margareth)