Prefeito ‘Curubão’ é suspeito de fraudar licitação para favorecer empresário investigado por compra de votos

O Prefeito de São Gabriel da Cachoeira, Clóvis Moreira Saldanha conhecido como Curubão (PT), vai responder a um inquérito civil apresentado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) após fortes indícios de fraude em um processo licitatório que envolve a compra de combustíveis e lubrificantes para atender a frota de veículos da Prefeitura do município. A investigação foi publicada no Diário Oficial do MP no dia 24 de junho (ver documento no fim da matéria). Curubão é suspeito de favorecer o empresário, Caio da Silva Machado, vencedor da licitação, e que o apoiou em sua campanha eleitoral, com suposta compra de votos.

Também serão investigados pelo MP o Presidente da Comissão Municipal de Licitação da Prefeitura, Ariton Lopes Nogueira, além do vencedor da licitação em questão. Caio é dono das empresas CV Comércio de Combustíveis Ltda e Caio da Silva Machado ME, que estão envolvidas em outros processos com indícios de favorecimento ilícito.

No dia 8 de Junho deste ano, a Justiça do município suspendeu o Pregão Presencial nº 003/2021, para a aquisição de material de expediente e alimentos para a prefeitura de São Gabriel da Cachoeira, que teve entre os vencedores a microempresa Caio da Silva Machado ME, o mesmo empresário investigado pelo MP na compra de combustíveis.

Na própria decisão, o juiz da Comarca do município também apontou que Caio responde a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) por supostamente comprar votos para favorecer o então candidato Curubão (ver decisão no fim da matéria).

Falta de Transparência

O Radar Amazônico identificou que tanto o processo licitatório para a compra de combustíveis, quanto o pregão presencial Nº 003/2021, não constam no Portal da Transparência do Município, o que dificulta o acesso à informações detalhadas sobre os contratos. O Radar entrou em contato com a Prefeitura, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

Procurado pela reportagem, o empresário Caio Machado alegou que ainda não foi notificado.

Veja a publicação do MP na íntegra

Veja a decisão na íntegra