Prefeito de Atalaia do Norte vai pagar empresa de coleta de lixo por R$ 1,6 milhão para construção de centro cultural

prefeito Denis Linder (PSC)

O prefeito Denis Linder (PSC), de Atalaia do Norte (a 1.136 quilômetros de Manaus), pretende contratar uma empresa de coleta de resíduos por mais de R$ 1,6 milhão para a construção de um Centro Cultural Indígena no município. A licitação aconteceu na modalidade Tomada de Preço N°001/2021/CML e o documento da comissão municipal de licitação foi publicado no Diário Oficial dos Municípios (DOM) no dia último dia 25. (Confira o documento no final da matéria).

O gasto para construção do espaço indígena foi anunciado no mesmo período que o município de Atalaia do Norte se encontra em estado de alerta devido à cheia dos rios no Amazonas, que já afeta mais de 107 mil pessoas em todo o estado, segundo dados da Defesa Civil Estadual. Mas uma situação chama atenção, a Prefeitura de Atalaia do Norte não especifica como será o Centro Cultural Indígena, uma vez que não divulgou projeto básico.

A empresa vencedora do certame foi a ECOTECH AMBIENTAL E CONSTRUÇÕES LTDA., inscrita no CNPJ 26.270.612/0001-98, que tem como atividade principal a coleta de resíduos. A empresa, que está localizada no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul de Manaus, possui capital social de R$ 900 mil e tem como sócio-administrador Leandro Gato de Melo. Com o contrato, a Ecotech Ambiental levará dos cofres públicos de Atalaia do Norte o montante de R$ 1.645.689,18.

Contratos anteriores

Essa não é a primeira vez que o prefeito de Atalaia do Norte prioriza gastos diversos mesmo com outras prioridades. Em plena pandemia da Covid-19, por exemplo, o prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva (PSC), gastou mais de R$ 4,5 milhões em serviços de concretagem das vias públicas do município. A informação consta no Diário Oficial Eletrônico dos Municípios, publicado no dia 21 de abril do ano passado. O contrato durou um ano.

Respostas

O Radar Amazônico entrou em contato com a Prefeitura de Atalaia do Norte, por meio da Secretaria de Finanças para questionar sobre o valor que será gasto com o contrato e se haverá algum prejuízo ao erário, além do prazo de entrega do serviço, mas, até a publicação desta matéria, não houve retorno.

Confira documento: