Prefeito de Coari aponta análise do judiciário e equilíbrio nas finanças para contestar ação de promotor do MPE

Em resposta à denúncia feita através de Ação Civil Pública pelo promotor de Justiça do Ministério Público do Estado (MPE-AM), Weslei Machado, determinando que haveria algo errado em dois acordos extrajudiciais firmados com credores da Prefeitura de Coari, o prefeito do município, Adail Filho, lembrou que houve o cuidado da administração municipal de passar pelo crivo do Judiciário os acordos firmados e também mostrou, se contrapondo à uma dita preocupação do promotor de Justiça com os recursos públicos, que não está havendo qualquer prejuízo as contas públicas com os acordos firmados.

“Não houve supervalorização ou buscou-se esconder a verdade real, pois todos os atos praticados pela administração foram apresentados ao Poder Judiciário para apreciação e referendo (ou não), sendo que até a presente data não foi detectado qualquer ato atentatório ao ordenamento jurídico vigente”, disse o prefeito em nota pública de esclarecimento contestando a ação do MPE, e acrescentando: “Nossa administração pagou no ano de 2017 até décimo-sexto salário aos professores, além de abono salarial, bem como está com a folha de pagamento dos servidores em dia e os compromissos com os fornecedores religiosamente respeitados”, disse Adail.

O prefeito reclama que foi pego de surpresa pela denúncia do promotor de Justiça que tornou a questão pública sem sequer ter ainda ajuizado a ação. “A citada demanda ministerial imputa fatos graves a diversas pessoas, as quais não tiveram, sequer, a chance de apresentar suas versões. Aproveitando o ensejo, o procedimento do agente ministerial em tornar pública ação, mesmo antes de ajuizá-la, representa velado desrespeito à pessoa humana e visa, em tese, incutir na sociedade brasileira preconceitos e máculas em face dos demandados que dificilmente serão reparados”, queixa-se o Chefe do Executivo de Coari.

O prefeito afirma que durante os trâmites processuais serão apresentados os argumentos da defesa que esclarecerão definitivamente todos os fatos “Então a verdade será restabelecida e o Poder Judiciário no qual deposito toda a confiança, vai julgar dentro dos limites legais e de forma isenta, como sempre agiu, não se deixando, portanto, interferir por fatores extraprocessuais, os quais não estão interessados em um julgamento justo”, contra-argumentou o prefeito.