Prefeito de Lábrea gasta mais de R$ 1,5 milhão com lápis, apontador, cartolina e outros itens de escritório

O prefeito disse que o material é “para atender” a Secretaria Municipal de Educação de Lábrea

prefeito lábrea

Foto: Divulgação

O prefeito de Lábrea (a 855 quilômetros de Manaus), Gean Barros (MDB), irá gastar R$ 1,5 milhão na compra de materiais didáticos “para atendimento” da Secretaria Municipal de Educação. A aquisição foi publicada no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas — ver ao final da matéria — nessa segunda-feira (18).

Segundo a publicação oficial, Gean Barros comprou materiais como apagador para quadro branco e quadro de giz, fita adesiva, apontador e massa para modelar.

Entretanto, chama atenção que o prefeito de Lábrea comprou 10 caixas de lápis preto sem borracha que vão custar R$ 648. Apesar da publicação oficial, Gean Barros não especificou como será a distribuição desses materiais.

Por meio do Pregão Presencial n.º 005/2022, a empresa A. dos Santos Rodrigues Pedrosa — EPP foi a contratada pela Prefeitura de Lábrea para fornecer o material didático pelo período de um ano ao município.

Em consulta ao site da Receita Federal, o Radar Amazônico constatou que a empresa é localizada na avenida Djalma Batista, bairro Parque Dez de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus. Com capital social de R$ 400 mil, a empresa é administrada por Adriana dos Santos Rodrigues Pedrosa.

Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Lábrea não se manifestou a respeito das compras e nem informou de que forma serão distribuídos os materiais.

Mais gastos

No ano passado, o Radar Amazônico apurou que para a realização de “obras e serviços de engenharia de pavimentação e recapeamento asfáltico”, o prefeito de Lábrea, Gean Campos de Barros (MDB), em menos de um mês, decidiu fazer dois contratos diferentes com uma mesma empresa, que juntos somam mais de R$16,3 milhões dos cofres públicos.

Segundo informações que o Radar já obteve junto ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) sobre outros casos semelhantes, os fracionamentos de contratos em valores menores são vistos com desconfiança por se tratar de uma estratégia usada por alguns gestores para desviar a atenção dos órgãos de controle das administrações públicas sobre contratações milionárias com indícios de ilegalidades.

Confira publicação do Diário Oficial