Prefeito defende o uso da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável e a união das cidades pan-amazônicas em debate

 

Durante o debate virtual sobre  “Desenvolvimento Sustentável das Cidades Amazônicas”, realizado na  manhã desta terça-feira, (22), O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, defendeu  o uso da biodiversidade da Amazônia para o desenvolvimento sustentável como ponto de união das cidades pan-amazônicas.

“Estou convicto de que temos prosperidade a extrair da floresta e, para isso, ela tem que estar em pé. Somos a última fronteira possível de desenvolvimento do Brasil e com resultado muito bom, do ponto de vista social”, afirmou.

O encontro antecipa o Fórum de Cidades Pan-Amazônicas e teve a participação de representantes dos nove países amazônicos, com coordenação do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Fundação Konrad Adenauer e Way Carbon.

Arthur criticou a política brasileira que estimula o agronegócio e outras atividades, sem levar em conta as questões ambientais.

“Qualquer atividade que inventem na Amazônia dá prejuízo e nem me refiro ao banditismo do garimpo. Falo das outras atividades, como a extração de madeira e o agronegócio, por exemplo. Dá dinheiro por pouco tempo e destrói a floresta”, argumentou.

Além de ser fundamental para o desenvolvimento econômico e social, o uso da biodiversidade para produção de bens com escala internacional é, também, segundo o prefeito de Manaus, uma estratégia para o relacionamento internacional.

 A pressão internacional em relação à destruição da floresta amazônica e seus efeitos para a humanidade será reduzida, assim como os riscos para a soberania brasileira sobre a Amazônia. “A resposta para a manutenção da soberania é simples: basta uma boa governança da Amazônia. Todo mundo reconhece a bandeira brasileira e todos nos darão apoio e até serão nossos parceiros na exploração sustentável da Amazônia”, considerou.

O Fórum

O Fórum Pan-Amazônico está sendo organizado de forma permanente para discutir, sob a perspectiva das cidades, os problemas e enfrentamentos dos problemas, comuns a todos ou não. A meta é reunir os secretários de Meio Ambiente e de Desenvolvimento e áreas afins das cidades dos noves países amazônicos que enfrentam problemas comuns, entre eles o narcotráfico e a pobreza. Manaus, que já sediou o evento no ano passado, tem presença confirmada no Fórum, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e seu titular, Antônio Nelson.

O Fórum é coordenado pelo Governos Locais pela Sustentabilidade, o ICLEI, Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS); Programa Regional de Seguridad Energética y Cambio Climático em América Latina (EKLA) e a Fundação Konrad Adenauer Stiftung.

A Pan-Amazônia detém a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica, em aproximadamente 7,8 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 60% da América Latina, agregando nove países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). O Brasil detém 67,8% dessa área.

Do lado brasileiro, a Amazônia é formada pelos Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e parte do Tocantins, com uma população aproximada de 25 milhões de habitantes, 56% da população indígena do país e, aproximadamente, 25 mil quilômetros de vias navegáveis dentro desses estados.

(*) informações da assessoria