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Prefeito denuncia “atentado contra as crianças de Manaus” tramado por um grupo de professores

No final da tarde de ontem, terça-feira (26)o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), denunciou que um grupo de professores está tramando um “atentado contra as crianças de Manaus” ao arquitetar atos que podem comprometer o restante do ano letivo sem sequer tentar o diálogo para tratar sobre a data-base da categoria com ele e a secretária de educação da Semed, Katia Serafina Schweickardt. Segundo o prefeito, esses professores chegaram ao absurdo de cometer ataques racistas contra a secretária.

O prefeito mostrou mensagens de WhatsApp para provar que está sendo esquematizado um complô contra à educação por parte de um grupo de WhatsApp intitulado “1 – Fundeb-Semed”. (Ver conversas no final da matéria)

De acordo com ele, esse grupo de professores está fazendo duras ameaças como boicotar provas, ocupar as escolas sem dar aulas e, reter as notas das crianças no terceiro bimestre. Ele fez questão de destacar que esse grupo não representa a maioria dos educadores do município que, segundo ele, querem ver o desenvolvimento dos seus alunos.
Nas mensagens divulgadas pelo prefeito, os professores afirmam que eles paralisarão todas as atividades até o fim do ano. “Se for possível vamos até o fim do ano. Não terminamos mais esse ano letivo e nem começamos o outro “, diz uma professora.

Uma outra educadora na conversa do grupo, afirma que concorda paralisar as atividades até depois da prova do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), além de boicotar a prova Brasil.

“Tem que boicotar a prova Brasil. O nosso foco tem que ser o mesmo do deles. Eles querem subir o Ideb e nós vamos derrubar. Imaginem se o que mais cresceu cair de uma hora para a outra”, sugeriu um dos professores.

Algumas das mensagens se referiam a secretária Katia Schweickardt, como uma escrava, o que o prefeito considerou um ato gravíssimo. Os professores a apelidaram de ‘Katirina’, dizendo que ela é usada pelo chefe do Executivo. No grupo, os educadores fazem menção a personagem Catirina, da lenda do boi-bumbá.

O prefeito informou que a secretária vai tomar as providencias necessárias contra as pessoas que se referiram a ela dessa forma. “A história tem a ver com uma escrava negra e isso é racismo, coisa que não podemos aceitar de nenhuma maneira”, afirmou.

Arthur ressaltou que, na visão dele, a prefeitura está fazendo o que pode para atender os professores e proporcionar melhores condições de trabalho. “Pagamos data-base da prefeitura de todos esses quatro últimos anos. Para o próximo ano estamos trabalhando para pagar a data-base 2017 e 2018. Investimos a maioria das verbas do Fundeb em pessoal. Sempre os reajustes eram dados com ganhos reais acima da inflação. Nós governamos e fizemos tudo isso em período de recessão”, ressaltou.

O prefeito destacou que os profissionais da educação tiveram ganhos reais acima da inflação durante os quatro anos de reajuste concedidos pelo Executivo. “Demos ganhos reais nas progressões salarias, progressão por titularidade e por tempo de serviço, além do enquadramento de professores”, afirmou.

O prefeito finalizou afirmando que é preciso tratar a educação com seriedade. Arthur disse ainda que o município está tentando fazer o melhor e, de acordo com ele, quem tem boa fé consegue enxergar o esforço.

“Existe gente que perdeu a eleição e fica querendo usar essa boa vontade dos professores do município. Não vejo na maioria dos professores o sentimento de ódio perverso que querem derrubar nossas crianças. Eu vejo que eles querem fazer o melhor pela educação. E nós estamos fazendo o nosso melhor e o que está ao nosso alcance. O que eles querem fazer é simplesmente tentar assassinar o futuro. Mas podem ficar tranquilos que eu vou saber defender as nossas crianças contra esses atentados. Pois eles são meus filhos institucionais”, finalizou.