Prefeito diz que “dinheiro não cai do céu”. Cai sim! Mas só pra empresário de ônibus.

O prefeito Artur Neto, em entrevista a TV A Crítica, durante o anúncio, junto com o governador Omar Aziz, do retorno do preço da passagem para R$ 2,75, preço praticado até março desse ano, quando foi dado o reajuste pela Prefeitura de Manaus, passando a tarifa para o valor de R$ 3, fez um comentário que tem tudo a ver com aquele dito popular que diz que “a corda sempre arrebenta do lado do mais fraco”, ou seja, nunca os empresários diminuem suas margens de lucro quado o Poder Público toma uma decisão que reduz gastos para o trabalhador. O povo é que sempre paga a conta. Isso está bem claro no que disse o prefeito sobre de onde saiu a “redução” – redução, não, corte do reajuste – da tarifa de ônibus: “quem sabe saiu de crèche de escolas, saiu de algum lugar porque dinheiro não cai do céu”. Pois, nós aqui do Radar, dizemos que cai sim, aos milhões, mas só no colo de em presário de ônibus, em forma de todo tipo de imposto, alguns desde 2003, que eles não precisam pagar, porque nesse País, e em Manaus não tem sido diferente (e não é de hoje), só pobre paga imposto, em tudo que compra, até numa caixa de fósforo, Mas, só que eles (os administradores públicos) têm que entender  – e já entenderam,  sim , só estão se fingindo de desentendido pra melhor passar – que, como diz uma música de Roberto Carlos, “daqui pra frente tudo vai ser diferente”, e se eles querem ser “amiguinhos” dos empresários, eles que sejam, mas dêem o jeito deles de investir em melhores serviços públicos, porque o povo não está mais besta não, se encher a paciência vai aguentar as consequencias.

CPI neles, mas sem pizza, viu?

E até que enfim os deputados do Amazonas parecem que cansaram de tanto blá,blá, e nhém,nhém,nhém, com os resposáveis pelos serviços (ou seria melhor dizer desserviço) de telefonia móvel e fixa no Estado. Ninguém aguentava mais tanta reunião, audiência pública, discursos, críticas, como diria Odorico Paraguaçu, tanto “palavrório” pra pouca “solucionática”. Os deputados Marcos Rotta, Marcelo Ramos e Adjuto Afonso decidiram partir pro “remédio” amargo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) pra investigar, afinal, o que está por trás de tanta ineficiência, quem são os responsáveis por nos imporem a lei do silêncio, quando pagamos tarifas caríssimas de telefonia com o objetivo de nos comunicarmos. O pedido de CPI foi entregue com as assinaturas necessárias para o presidente da ALE, deputado Josué Filho. Só falta agora ele instalar a CPI, Esperamos que não impo nha também a lei do silêncio porque, se preciso for, a gente vai gritar daqui. E olha que o Radar faz um barulho ensurdecedor!

Gato por lebre

E, numa das últimas reuniões no Parlamento Estadual, em reunião da Comissão de Defesa do Consumidor, os representantes das empresas de telefonia móvel, empurraram a responsabilidade para a Prefeitura de Manaus que não estaria dando autorização para a instalação das antenas necessárias à expansão do sinal de telefonia. O mesmo discurso, esses senhores utilizaram em reunião da Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (CMM) para explicar (o inexplicável) as constantes ausências de sinal, ligações interrompidas, ou quado nem se ouve o que a outra pessoa está dizendo ao telefone, ou fica com a voz toda “cortada” e você tem que adivinhar o que outro está dizendo, ou aquelas vozes de “robô” que parece que você está num fime especial, ou falando com um ser extraterrestre e etc, etc, etc….tantas situações que daria até pra escrever um livro (de terror ou de humor). Aí, em resposta a essas justificavas injustificáveis, o povo aqui do Radar pergunta ( e perguntar não ofende, né mesmo?): E porque vendem tanta linha telefônica se sabem que não tem sistema pra suportar todos esses consumidores? Por que vendem um serviço que não têm? Se não tem o serviço tem que devolver o dinheiro, não é mesmo? Tão achando que a gente é idiota, é?